Rendição ou luta?!

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Na vida, devemos fazer um esforço para nadar a favor da corrente, fluindo de forma natural e simples com as marés. Isso implica menos resistência às vicissitudes e contrariedades e implica aceitar quando nos acontecem coisas menos boas.
Talvez seja mais fácil acreditarmos que tudo na vida tem um sentido maior e que nós nem sempre temos capacidade de ver “o quadro maior”. O caminho de menor resistência é fluído e menos sofrido, pressupondo que nos deixamos levar pela brisa e pelas mutações inerentes ao fluxo impermanente da vida.
Todavia, há sempre momentos em que somos pressionados a resolver situações, a tomar decisões menos fáceis e a dar saltos para o escuro. O Universo costuma ter formas criativas de nos pressionar a mudar e a dar “saltos quânticos”.
Será essencial portanto termos capacidade de discernimento para saber a diferença.

Quando aceitar e quando lutar?
Se alguém morre por exemplo, nada a fazer, só resta aceitar!
Se batemos na traseira do carro de outro condutor, só resta aceitar, ativar o seguro e seguir sem grande resistência… especialmente mantendo a tranquilidade e a paz de espírito porque ninguém se magoou e esse é um problema menor.
Se por outro lado, temos problemas no emprego, não gostamos do que fazemos oito ou mais horas por dia, temos um relacionamento que não nos preenche ou temos problemas com o nosso corpo, então aí, há soluções e decisões que podem partir de nós, tais como:

*Mudar de emprego e/ou de profissão
*Aprender uma nova profissão, começando por fazer um curso novo
*Terminar o relacionamento ou tentar resolver os problemas existentes no mesmo
*Começar a praticar desporto diariamente e/ou fazer uma alimentação mais consciente e saudável
*Iniciar sessões de psicoterapia

A reflexão é fundamental neste processo. Entender que há situações nas quais podemos ter intervenção ativa (sendo cocriadores)… contextos nos quais podemos lutar e trabalhar para atingir um objetivo podendo alterar o resultado e o cenário a médio prazo. Resumindo, temos opções!

Noutras situações, não há opções! Algo de menos positivo aconteceu e não há nada que se possa fazer para alterar a situação… Aí resta mesmo a rendição e o entendimento de que a vida é feita de ciclos, de vitórias e derrotas, de vida e morte, de felicidade e tristeza…

A nossa proposta vai nesse sentido. Quando estiverem perturbados, questionem-se:

O que aconteceu?
Como me sinto?
Posso mudar alguma coisa?
Se a resposta for afirmativa… O que posso mudar? Qual o meu objetivo?
Que pequeno passo ou decisão posso tomar neste momento para me aproximar desse objetivo?
Sinto-me pronto e com coragem para lutar pela minha felicidade?

Imagem e texto: Rute Violante

Boa reflexão!

 

 

 

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