Amor, o próprio!

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O que é isso afinal do amor próprio?

Começo por falar de auto-responsabilidade o que implica que somos acima de tudo responsáveis pela nossa própria felicidade, o que acaba por expulsar do “altar” todas as outras pessoas a quem outrora atribuímos essa “responsabilidade”. O desenvolvimento pessoal trata precisamente da preocupação com nós próprios, fazendo desaparecer culpas alheias.

O amor próprio tem a ver com a segurança interna, com a capacidade que temos de dar segurança e bem-estar a nós próprios, conhecendo os nossos talentos e as nossas virtudes e aceitando também os nossos defeitos e fragilidades. Parece simples :).
Não havendo auto-respeito e auto-compaixão, o amor próprio não será possível, o que fará com que os outros também não tenham respeito e preocupação para conosco.

Se uma pessoa se sentir bem consigo própria, quando as outras pessoas a conhecerem, isso saltará à vista, essencialmente porque sentirão que aquela pessoa se preza e se respeita independentemente da aprovação alheia (“As within, so without” – Hermes Trismegistus).

O conceito passará por termos uma bússola interna de confiança em vez de um barômetro multipolar com Parkinson regido por todas as pessoas que nos rodeiam. A desaprovação de alguém não passa de uma opinião e isso não deve abalar o nosso suposto centramento.
A auto-confiança implica também um certo distanciamento em relação às críticas externas. Elas existem, são respeitadas mas não nos devem abalar emocionalmente. Isso terá a ver também com a noção de não existir certo ou errado e da nossa própria visão ser tão válida quanto a dos outros.
Uma pessoa sem amor próprio pensará que jamais conseguirá aquele emprego, aquele prémio, aquela pessoa… mas isso são apenas armadilhas do ego e do medo. Podemos tudo!… especialmente tentar, isso é um direito que nos assiste. Nunca se perde nada.
Os pensamentos negativos e as crenças internas (calcificadas desde a infância) são o que nos impede de sentir esse amor próprio. Aquele namorado que disse que tínhamos o rabo grande, a mãe que disse para não mostrarmos as coxas, a amiga que disse que tínhamos o peito descaído, a professora que censurou a nossa criatividade… tudo serviu para que a nossa auto-confiança e naturalidade se mascarasse de medos, bloqueios e/ou roupa a mais. A solução é meditar, “mascar e deitar fora”. Ter consciência das crenças limitadoras e resolver “afastá-las”. A cura também pode passar pela programação neuro-linguística contrária à tendência negativista.

“Desenvolver a auto-estima significa, entre outras coisas, trazer o nosso poder pessoal para nós mesmos e não entregá-lo aos outros, ou seja, não condicionar a nossa felicidade e valor a nada do que esteja fora. Isto dá-nos condições para lidar com a rejeição, pois finalmente conseguimos, não só entender, mas também aceitar que o outro não é obrigado a gostar de nós e que isto não influi no amor que sentimos por nós mesmos.” Ceci Akamatsu, in «Deixe-se de ilusões e transforme a sua vida afetiva»

Um dia destes vi um filme com uma proposta de terapia bastante interessante. Imaginem a vossa criança interior (visualizem-se em criança) e agora tentem dizer-lhe tudo o que pensam e pensaram de negativo em relação a vocês ao longo da vossa vida… não são capazes, pois não? Claro que não! Merecemos todo o amor do mundo como uma criança que será sempre “bonita”, inteligente e merecedora.

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