Mistérios do amor

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Muito se escreve sobre o amor. Não é necessário ser licenciado ou ter talento para escrever sobre o amor. Uma criança pode escrever sobre o amor. Qualquer pessoa que saiba escrever pode escrever sobre o amor. Até um analfabeto pode falar sobre o amor e quem sabe fazer o mais bonito dos poemas.
Escrevem-se poemas, escrevem-se e compõem-se músicas, realizam-se filmes, pintam-se telas sobre o tal do amor, todavia, não há quem o saiba explicar.
O verdadeiro amor transcende os versos, transcende todas as formas de arte que o tentam definir… porque ele sente-se mas não se explica.
É o que nos move e é o que procuramos cada dia da nossa vida. A menos que… entendamos que afinal ele não é para encontrar porque sempre foi parte de nós.
O amor manifesta-se em pequenos gestos, com ou sem palavras.
O amor romântico, esse, é quase sempre uma armadilha que nos prende uma “pata” e se apega à mente. É uma busca de nós próprios fora de nós, uma caça ao tesouro perdida à partida. É um deslize dos sentidos, é desejo, é paixão, é apego. O amor mais bonito é o que não prende, não necessita, não deseja ter, não é egoísta, não compete, não possui, não manipula, não nega, não persegue, não cobra, não tenta “aperfeiçoar”…
O mais romântico dos amores românticos é uma leve brisa de Verão nos cabelos, é um sopro de amor que se lança para o Universo, é bem querer, é altruísmo, é compreensão, é dádiva, é felicidade na felicidade do outro, é vontade de proteger e cuidar, é respeito, é admiração, é acrescento, é complementariedade, é enraizamento, é beleza, é sentido de união, é um voo de pés no chão, é essencialmente partilha e vontade de “engrandecer” o(s) outro(s).

Quanto mais aprendemos sobre ele menos o sabemos descrever.

Fotografia: Charisma
http://www.charisma.pt

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