Simplex da vida

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A vida torna-se mais simples quando os nossos pensamentos e sentimentos estão de acordo com os nossos comportamentos. Se começarmos por escolher a consciência, o estado de tranquilidade seguir-se-á…
Ser simples é saber descomplicar, ou seja, deixar de permitir à nossa mente que invente problemas inexistentes.
Ser simples é ser feliz com momentos do presente sem ansiar pelo futuro ou sofrer por episódios do passado.

O complicador automático costuma fazer disparar os sensores em situações em que até podíamos estar bem, inventando obstáculos, medos e bloqueios.
Então, a solução será trocar as voltas à nossa mente, mostrando-lhe que não somos boicotáveis por ela.
Saber viver de forma simples não é para fracos… exige coragem, honestidade, vigilância e atenção… para que se evitem deslizes de qualquer ordem. Essencialmente deveremos combater as nossas próprias desculpas, agarrar oportunidades interessantes, aceitar experiências novas… evitar a estagnação e o comodismo, mas sempre de acordo com o bom senso e com os valores que escolhemos seguir.
Simplificar também passa por sermos verdadeiros conosco próprios sobre o que queremos e quem (achamos que) somos… Isso evitará uma série de problemas no futuro.
Também passará pelo afastamento das pessoas que nos incomodam ou desgastam… deveremos estar com quem nos “acrescenta”…
Também passará pela tomada de decisões difíceis sempre que necessário.
Também pressupõe o desapego… a limpeza energética do que não nos serve e não nos faz felizes. Tanto pode ser uma cadeira velha como uma pessoa que faz parte da nossa vida. O que interessa é que saia quando não se está a construir nada em conjunto ou quando nos retira energia, essencialmente quando não nos faz bem estar com essa pessoa.

Saber o que se quer abre o caminho. Isso é simplicidade.
Saber viver honestamente abre a consciência. Isso é viver em verdade.
Saber amar profundamente abre o coração. Isso é coragem.
Saber simplificar é acrescentar valor à nossa vida. Isso é inteligencia emocional.

Fotografia: Rute Violante
com Liliana Santos

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Beijinhos de golfinhos à luz da lua

SOBREMESA DOCE E SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS E/OU PARA ADULTOS GULOSOS

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RECEITA

Bolacha torrada integral – 1 pacote
Uma taça de flocos de aveia já cozinhados com leite de arroz e geleia de arroz
(Colocar leite de arroz 1/4l ao lume com 1 colher se sopa de geleia de arroz, adicionar os flocos de aveia e esperar que cozam).
2 maçãs cozidas com sal
canela

Enquanto se coze a maçã, cobrir o fundo do tabuleiro com os flocos de aveia cozinhados (podem ser sobras do pequeno almoço por exemplo), fazer uma camada de bolacha desfazendo as bolachas torradas integrais em pedaços pequeninos. Regar a bolacha com geleia de arroz. Levar ao forno durante 10 minutos para a bolacha absorver a geleia de arroz.
Tirar o tabuleiro do forno e cobrir tudo com a maçã cozida. Colocar canela no topo e levar ao forno por mais cinco minutos.

É de comer e chorar por mais. Bom… como beijinhos de golfinhos à luz da lua.

Bom apetite crianças grandes e pequenas.

Os terapeutas dos terapeutas

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Fotografia: Rute Violante

Entendemos aqui “terapeutas” num sentido abrangente: psicólogos, terapeutas holísticos, terapeutas emocionais, etc… (ainda que especialmente no contexto do equilíbrio emocional e espiritual).

Os terapeutas também precisam de terapeutas e de “orientação”.
Ainda que muitos terapeutas sejam exímios a “orientar” os outros, faltar-lhes-á o discernimento e o distanciamento para si próprios.
Convenhamos que a visão da sua própria vida será não só demasiado próxima mas também extremamente tendenciosa. Haverá dificuldade em analisar as situações pessoais com um olhar neutro e/ou sem culpabilização e/ou auto-julgamento. Provavelmente também não haverá facilidade em ver as situações com “outros olhos”.  Ou seja, por vezes, manipular-se-ão a si próprios, enganando-se com ilusões.

Ainda que possam saber muito, ter muita experiência, ler muito e ter muita experiência terapêutica, dificilmente se saberão ouvir com os “ouvidos” desapegados das crenças internas calcificadas. Na maior parte das vezes nem conversam consigo próprios, faltando esse diálogo interno. Ouvindo algo de outro terapeuta que respeitam, a mensagem terá outra “força”. Às vezes basta um “pequeno toque” para uma tomada de consciência em relação a algo. Claro está que a tomada de consciência será a pedra de toque para o início do processo de cura.

O ego do terapeuta será outra das barreiras a combater no seu processo de cura. Muitas vezes considerará que não precisa de “orientação” porque é terapeuta, ou porque não há nada de novo para ouvir ou saber. Esse será outro erro, a análise do outro estará sempre recheada de surpresas, de detalhes aos quais fechou os olhos ou que se escondiam no inconsciente.
Para além disso, será interessante analisar a teoria de que o terapeuta não é “curador/salvador”, o terapeuta “coloca-se” ao serviço e a cura “flui” através de si. Posto isto, o ego tornar-se-á um erro de análise.

A nudez “emocional” perante o outro despoletará um lugar de vulnerabilidade, fragilidade e humildade, uma rendição perante a condição humana e suas “vicissitudes”. A premissa básica de que todos precisamos uns dos outros é igualmente verdadeira neste contexto.
Alguém poderá pensar que um/a amigo/a será um excelente ouvinte ou terapeuta, abdicando assim da necessidade de recorrer a um terapeuta profissional (provavelmente desconhecido). Na verdade, o amigo é um amigo, não é um terapeuta, mesmo que faça disso profissão. Pode dizer-nos as maiores verdades, dar-nos a melhor orientação e, no entanto, não acataremos essas opiniões da mesma forma como respeitaremos a opinião de um terapeuta desconhecido. Mas pior do que isso, caso o/a amigo/a seja honesto/a e toque em pontos sensíveis, isso poderá gerar uma discussão ou um desconforto que abala a amizade.

O terapeuta “ajuda” as outras pessoas e por vezes fica energeticamente poluído. O recurso a outro terapeuta será importante para o seu próprio processo de cura e também como forma de “purificação”. O recurso a outro terapeuta recomenda-se e de preferência com alguma assiduidade.

O terapeuta é acima de tudo um ser humano tendo sempre também desafios na sua vida pessoal. Seria ingénuo pensar que os terapeutas não sofrem ou não ficam descompensados em alguns períodos da sua vida.

Sugere-se responsabilidade (para que o terapeuta saiba quando deve recorrer a outro terapeuta), auto-compaixão (para que se olhe e cuide de forma carinhosa), humildade (para reconhecer que também precisa de ajuda) e merecimento (lembrando-se que o sol quando nasce é para todos e que, como tal, também merece ajuda e orientação).

.Bom caminho!