Queres-te desmascarar comigo?

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A partir de certa idade, passeamo-nos todos com uma máscara invisível. Na maior parte dos casos, temos várias máscaras à escolha, consoante o contexto.
Assim, interagimos com máscaras e sobretudo, não sabemos amar por causa das máscaras, ou então mascaramos o amor de outra coisa qualquer.
Quando conhecemos melhor alguém, seja um familiar, um colega ou um amigo, concluímos que afinal aquela pessoa também é frágil e insegura como nós, ainda que nos pareça muito segura de si.
No que diz respeito aos relacionamentos amorosos, a situação piora, isto porque as nossas reações perante situações de “trigger” (ativação do corpo de dor) podem ter efeitos caóticos. Ainda que pensemos que está tudo bem, basta que uma frase nos atinja no ponto sensível que viramos o barco, gritamos, esperneamos, choramos ou afastamos a outra pessoa (tudo derivado do medo).
As redes sociais ajudam-nos a alimentar estes monstros. Fazemos crer que somos isto ou aquilo e alimentamos esse Avatar fazendo-o crescer perante olhares alheios.
Mas afinal, quem somos nós? Ou que máscaras são essas?

O João é inseguro mas finge que é confiante perante as mulheres.
A Maria tem medo de ser abandonada e por isso torna-se uma mulher que não consegue ter um relacionamento sério (com medo de ser abandonada, não se entrega a uma relação séria, fazendo crer que o medo do abandono afinal está no outro que insiste na ideia de um relacionamento).
A Teresa acha que a Susana é melhor do que ela no trabalho que desempenham no escritório e por isso faz tudo para que gostem dela e para denegrir a imagem da Susana.
O Chico gosta da Rita mas casou com a Mariana.

Um exercício interessante poderia ser descobrir quem somos por detrás das máscaras e o que as criou. As máscaras foram criadas pelo nosso instinto de sobrevivência, como proteção perante o perigo ou perante os nossos supostos inimigos.
Todavia, a dada altura, transformámo-nos na máscara, tornando-se difícil discernir o que somos afinal… convencendo-nos de que sempre fomos assim.

As máscaras:

*Fingir que somos cool e temos muito bom gosto em filmes e músicas, quando às escondidas consumimos música e cinema sem qualidade nenhuma
*Fingir que somos seguros quando somos tremendamente inseguros e tímidos
*Fingir que sabemos de assuntos que não conhecemos ou sobre os quais não estamos informados para não darmos parte de fracos
*Fingir que somos muito procurados e apreciados pelo sexo oposto quando na verdade acontece o oposto
*Preencher a alma (carente de amor) com adições: comprimidos; tabaco; álcool; outras drogas; sexo; comida; compras; jogo; ego (o facebook entraria aqui)
*Fazer auto-retratos que escondem as nossas fragilidades e a verdade sobre nós (é válido para desenho, pintura, fotografia, etc…)
*Fingir que somos durões/duronas quando uma brisinha de vento nos deixa a chorar
*Fingir que não queremos casar quando queremos e vice-versa
*Enganar os outros sobre os nossos gostos
*Fingir que concordamos com uma pessoa quando discordamos completamente e até julgamos o seu comportamento
*Ter um relacionamento com uma pessoa e traí-la com outra(s) pessoa(s).
*Andar sempre a rir, ainda que o coração chore por dentro
*Parecer rico quando se tem dívidas

A lista seria interminável…
Pensemos sobre isto.

Fotografia: Ramunas Danisevicus

 

 

 

 

 

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