Quanto amores cabem dentro de ti?

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A procura da definição do amor será sempre eterna. Ainda bem. Assim posso dizer o que é para mim o Amor e a minha resposta nunca estará errada. Antes pelo contrário, dentro de mim, estará sempre certa.

Os anos passam, as estações mudam e o que sinto pelo Amor também. Ele cresce comigo e transforma-se comigo. Às vezes cai com as folhas do outono para depois voltar a nascer numa ruga transformada em primavera, outras vezes numa cicatriz metamorfoseada em verão.

Não se amam todas os seres da mesma forma. Amamos e somos amados de formas tão diferentes, mas tão iguais no calor da nossa ideia de Amor. Cada pessoa que amamos é uma impressão digital no nosso coração.

Não amamos os nossos pais da mesma forma que amamos os nosso irmãos de sangue e não amamos os nossos amigos da mesma forma que os nossos companheiros/as.

Amamos de formas diferentes, porque cada Ser é um Ser. Etiquetamos e catalogamos os nossos amores para que isso se encaixe socialmente numa linguagem universal. Está certo. A comunicação faz parte da harmonia da humanidade.

Temos gavetas e álbuns de recordações labirínticas, prateleiras de memórias e, de tempos a tempos, a amarga certeza que não podemos voltar atrás e viver tudo outra vez. Tudo bem. São esses os tesouros da nossa existência.

Colecionamos esperanças, sonhos e incertezas mas, quando amamos, o calor que nos corre nas veias e a felicidade que bombeia o batimento do nosso coração é singular. É só nosso e não é egoísta. É imortal. É generoso. E não é diferente do de ninguém. Mas só nós podemos viver nesse mundo arrebatador que nos permite acreditar na bondade. Na alegria. Na felicidade. No equilíbrio. Na eternidade.

Cabem em mim todas as partículas da generosidade e da crença, da fé e da esperança, de todo o Amor que só pode existir no conjunto de todos os nossos amores. Cabem em mim todos os amores que eu conseguir viver na essência da Vida. Cabem em mim todos os amores que são a minha verdade.

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Era uma vez… uma biblioteca!

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As bibliotecas são lugares encantados onde a solidão encontra o mundo e onde apetece jogar às escondidas como se de um jardim labiríntico se tratasse, daqueles do período renascentista.
Mudamos sempre de tempo e de espaço no meio dos livros. São eles os verdadeiros guardiões da memória da humanidade e do encantamento.
As prateleiras escondem segredos e verdades que por vezes não estamos dispostos a encontrar. Outras vezes, puxam-nos para dentro das suas “estórias” e fazem-nos esquecer as preocupações e o mundo lá fora. Sussurram-nos o futuro que queremos imaginar e mudam-nos de vida por momentos.
As bibliotecas são esconderijos da alma onde a nossa é reencontrada.

Sempre achei que os bibliotecários tinham rostos de fadas e de gnomos, como se ali, naquela “floresta”, os olhos do mundo tivessem outro brilho e tudo fosse encantado.
Às vezes dá para imaginar pózinhos mágicos a saltarem do centro do livro quando aberto.

À noite, as bibliotecas têm uma alma diferente da dos outros locais… O silêncio dos livros fala com o nosso espírito num turbilhão de informação que só os seres mais especiais conseguem ouvir. Aposto que as crianças o ouvem…

É mais ou menos um sussurrar de sereia ao ouvido de um golfinho em noite de lua nova.
É como o vento a namorar com as ondas do mar.
Ou as flores a conversar com as abelhas.
A floresta toda numa brisa.
O pestanejar da relva ao amanhecer…
É como deslizar no arco – íris a galope de um unicórnio.

Ler é imaginar, saber, crescer, entender, relacionar… Ler é sonhar e viver o presente.
Ler é ir ao “centro do mar”.

Viagem no tempo

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“Déjà Vu” – already seen / já visto

O fenómeno está relacionado com a sensação de que já vivemos “aquele” algo anteriormente (a maioria das pessoas que utiliza o conceito “déjà vu” refere-se a um “déjà vécu” – que significa”já vivido”), essa sensação de “reconhecimento” pode estar relacionada com as pessoas, com o que se ouve/diz, com o local (déjà visité – já visitado) ou com as sensações (déjà senti – já sentido).

Alguns teóricos referem-se ao fenómeno como uma espécie de confusão dos nossos processos internos relativos à memória, ou seja, um erro no disco que confunde memórias (perturbação que confunde memórias presentes com memórias passadas).
Outra causa provável pode ser um problema técnico no sistema elétrico do cérebro.
Psiquiatras, cientistas e outros estudiosos parecem desorientar-se na explicação deste fenómeno tão curioso e “misterioso”…

Because there is no clear, identifiable stimulus that elicits a déjà vu experience (it is a retrospective report from an individual), it is very difficult to study déjà vu in a laboratory,”
*Michelle Hook, Ph.D., assistant professor in the Department of Neuroscience and Experimental Therapeutics, at the Texas A&M Health Science Center College of Medicine.

Talvez possa ser interessante elaborar uma explicação alternativa e criativa deste acontecimento peculiar…

E se…
O tempo fosse circular em vez de linear?…
E se…
A reencarnação existisse?…
E se…
Voltássemos sempre aos mesmos momentos fulcrais?…
E se…
As várias encarnações se encavalitassem umas nas outras num ponteiro vertical simbolizando diferentes níveis de consciência entre os quais seria possível transitar em dados momentos?…
E se…
O tempo parasse nesse eixo de tempo-espaço nesses momentos decisivos?…
E se…
De cada vez que estivéssemos nesse eixo tivéssemos em nosso poder a oportunidade de escolher e fazer diferente mudando completamente a nossa vida e o seu rumo?…
E se…
Um déjà vu fosse o sinal para sabermos que estamos precisamente  num desses momentos preciosos de transição-transmutação?…
E se…
Esses momentos formassem uma escada quântica invisível?…
E se…
Essas pessoas, esses lugares e essas sensações ecoassem infinitamente?…

E se…O déjá vu é um gap na matrix?

E se, o déjà vu em vez de ser uma memória do passado fosse um flash de futuro?
E se…
Criássemos o déjà vu que queremos e este ecoasse no infinito, como seria isso?…

Algo parecido com “Viver no Agora”, e esse agora fosse simultaneamente passado, presente e futuro, várias dimensões e vidas compactadas num só momento… :)… afinal somos seres multidimensionais!
Isso seria co-criar, recriar e/ou antecipar momentos, decisões e sentimentos que gostaríamos que ecoassem infinitamente, ainda que as variáveis se alterassem em função da “lei da impermanência”. Nunca nada seria exatamente igual, todavia, a vibração positiva multiplicar-se-ia e irradiaria no eixo (in)temporal.
Assim, podíamos criar déjá vus para além dos espontâneos, criando novas oportunidades, novos saltos e novas tomadas de consciência, uma decisão de cada vez, uma imagem bonita de cada vez…
Pensando, sentindo e verbalizando de forma positiva e consciente construindo com isso um eixo temporal circular mais bonito? (PNL – programação neuro-linguística)

Nós nem imaginamos o poder que temos connosco!!

Qualquer momento da nossa vida pode vir a ser um déjà vu, um desses momentos de ouro em que saltamos e ascendemos no nível de consciência.É por isso que é tão importante dirigir a energia dos pensamentos, emoções e palavras para o que queremos ver mudado em nós e no mundo. Sim… se todos tivéssemos consciência disto… se calhar não haveria guerras nem fome no mundo. A pergunta é sempre a mesma… onde é que estamos a colocar a nossa energia e atenção o tempo todo? Estamos “acordados” ou estamos distraídos?

E se…
Neste momento pudéssemos escolher e visualizar um momento perfeito e feliz que gostaríamos que voltasse a surgir e a ser sentido nas várias dimensões e/ou encarnações. O que escolheríamos?

«”There may not be a simple answer for the mechanisms behind déjà vu yet, but, with further research and studies, conclusive evidence for the phenomenon may be discovered in the future” *Michelle Hook
Wouldn’t that be like experiencing déjà vu all over again?»

Filmes interessantes cujos temas dançam entre os conceitos de viagem no tempo e reencarnação (entre outros conceitos associados, reais ou imaginários).

*”Déjà Vu”
*”La belle verte”
*”Cloud Atlas
*”The fountain”
*”I origins”
*”Inception”
*”Groundhog day”
*”The butterfly efect”
*”What if”
*”Click”
*”No time for nuts”
*”Timeline”
*”Mr. Nobody”
*”The time traveller’s wife”
*”Midnight in Paris”
*”About time”
“*What dreams may come”
*”Somewhere in time”
*”The edge of the garden”
*”A casa do lago”
*”Winter’s tale”
*”The family man”
*”The love letter”
*”Birth”
e, muitos, muitos mais…

Seríamos os mesmos se soubéssemos o que nos espera para lá do espaço e do tempo?

Vai uma aposta em déjá vu… que se calhar “não”? 🙂

Boas viagens no tempo! Até já!

Os sugadores – Desmistifiquemos…

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Será que ainda continuamos a acreditar e a alimentar o MITO de que o AMOR DEVE ser “dado” incondicionalmente sem esperar receber nada em troca? Acção sem expectativas… existe mesmo entre os humanos?

Desmistificando… independentemente de escolhermos (ou não) práticas “Zen” como atitude de vida – TODA A AÇÃO ESPERA UM RESULTADO! Afinal… somos todos humanos ou não? Somos energia… aplicamo-la quando acreditamos que o resultado desse investimento se traduz em algo de bom e proveitoso. É assim! Ou não será?

Os que assumem a espiritualidade como caminho de autoconhecimento – não deixam de ser humanos e, portanto, não têm de “dar incondicionalmente” o seu amor e energia em prol dos demais… ao ponto de serem sugados. Há um limite de disponibilidade energética para todos e é saudável parar de dar… quando nos apercebemos de que a influência desse investimento energético é infrutífera ou em vão. Isto também é estar em consciência. Não… não temos de estar sempre disponíveis para receber o “lixo” dos outros (ainda mais quando os próprios contextos ou pessoas não têm qualquer interesse em mudar per si). Sim… todos precisamos de despejar “lixo” de vez em quando mas é conveniente manter a gratidão e o respeito por quem nos acolhe e escuta sem esquecer que também têm os seus limites. Cada um decide quando e “até onde” pode (realmente) contribuir para o bem estar de alguém ou do mundo. Toda a interação de dádiva – bem conduzida – visa ao crescimento e maturação da natureza humana. É bom perceber quando “dar” passa a ser “deixar-se drenar” ou “drenar” outro alguém. Energia é VIDA…
Sugar é “retirar” energia vital ao outro!

As relações de amizade e de amor (romântico ou não) podem ser dialécticas fluídas e honestas, em cumplicidade, apoio amorosamente genuíno e acima de tudo – RESPEITO mútuo.

Todavia, por vezes, criam-se “dinâmicas” menos saudáveis e em vez de amigos(as) ou namorados(as) temos “sugadores” que  se equilibram “absorvendo” a energia positiva dos que se disponibilizam a ajudar sem intenção de, depois, voltar a repô-la. Multiplicando esse “desequilíbrio” por 3 ou 4 amigos  o resultado é o DESGASTE!

Esses “amigos/companheiros”  procuram o outro quando em desarmonia interna buscando soluções, ajuda, aconselhamento, apoio, carinho, mimos, compaixão e tanto mais, desresponsabilizando-se do seu próprio cuidar.

Teimam em procurar ajuda “sem mexer uma palha” pelo seu próprio bem-estar ou pelo seu próprio auto-conhecimento, caindo numa espiral automática de dependência emocional, através da qual sugam o amigo, a namorada ou alguém que se disponha a cuidar. E quando é que, para equilibrar, se dispõem a inverter os papéis?
Às vezes… quando os “sugadores” voltam a sentir-se bem abandonam (traem, rejeitam, ignoram…) o amigo, o/a namorado/a porque, na verdade, não precisam de ninguém.
O que é feito da capacidade “do que recebe” agradecer e perguntar ao que está no “papel de cuidador”: E tu, estás bem? Precisas de alguma coisa? Posso ajudar-te?
Quantas vezes, depois de re-energizados e elevados pelo amor puro do “outro”, vamos curtir a vida… cobertos de confiança e esquecendo de honrar quem nos “deu” essa força? Que maravilha, ir buscar sem nunca dar…

Dicas para APRENDER A IDENTIFICAR UM SUGADOR (ou para nos “tocarmos” quando estamos a ocupar este papel):

*Telefona, aparece e/ou envia mensagens com demasiada frequência, muitas das vezes não tendo nada importante para dizer/escrever
*Cobra a nossa ausência e/ou falta de resposta
*Pede a nossa opinião para tudo, como se fossemos decidir a sua vida e o seu futuro
*Vitimiza-se
*Continua a repetir os mesmos erros como se não aprendesse nada
*Considera-se muitas vezes uma pessoa madura e/ou “espiritualmente sábia” mas esquece constantemente de retribuir ao que “vem buscar”
*EGOísmo elevado (imaturo)
*Critica os outros com bastante frequência
*Fala muito e não ouve nada nem ninguém -só quer ser “salvo” até à próxima crise
*Não se interessa pelo outro (nem tão pouco se preocupa)
*Por vezes apresenta características de narcisista
*Finge que é uma pessoa compassiva
*Tem estratégias para não deixar fugir “a presa”
*Abusa dos limites, do espaço e da paciência do outro
*Apresenta um comportamento incoerente face ao que defende
*Só “dá” quando espera algo em troca (por interesse)

Todavia, o custo disto chegará… quando a energia e o amor se esgotarem – a tarefa do amigo, da namorada ou do terapeuta (facilitador; anjo da guarda; professor) é “puxar o tapete”…  CAINDO EM SI – talvez nasça a percepção de que a chave para os problemas documentados sempre estivera ao seu alcance… aliás, a chave está em dar/contribuir e não em retirar. É fundamental aprendermos a estar mais atentos e conscientes sentindo gratidão pela mão que nos é “dada”… e estendendo também humildemente a mão aos demais …

Enquanto não soubermos amar, não saberemos dar. Enquanto não soubermos agradecer, não sabemos a dádiva que é receber. Enquanto não compreendermos o que é o amor, não sabemos a importância de agradecer. Se não soubermos compreender, não sabemos amar.

DAR»AMAR»AGRADECER»COMPREENDER»AMAR»DAR»AGRADECER
SOMOS UM, mas convém não puxar sempre para um dos extremos, senão caímos todos juntos. Equilibremos.

Comecemos por sentir gratidão por nos termos uns aos outros para aprender estes princípio fundamentais sobre a vida e o amor.
Que os “sugadores” possam crescer e amar sem sugar e que os “sugados” saibam resguardar-se e impor respeito, porque o ponto de equilíbrio é necessário em tudo.
Para que alguém sugue, é preciso que exista alguém disposto a ser sugado. Atenção!

As “fronteiras” existem para proteção e podem ser usadas nestas situações.
Preservemo-nos… Saber amar também é conhecer os limites.

E TODA A AÇÃO ESPERA UM RESULTADO!