Respirar…

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A observação de pequenos detalhes gera grandes percepções…
Observei um destes dias que ora me deito na cama à direita para dormir de noite ora à esquerda (estando de frente para a cama) para meditar e/ou dormir a sesta durante o dia.
Depois de observar este pormenor, por curiosidade tentei contrariar, mas como seria de esperar foi em vão porque quando dava por isso voltava a posicionar-me como antes.

«A lucidez é essencial. Entendo por lucidez, ver as coisas como são; ver o que é, sem qualquer opinião. (…) Cada um é o movimento do mundo. Cada um de nós é a exteriorização desse movimento que também se interioriza, tal como o vaivém da maré, que flui e reflui.»
Krishnamurti

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A “aceitação” do devir e da impermanência não é fácil de assimilar… o ser humano tenta muitas vezes resistir mas os resultados costumam ser infrutíferos. Não há como impedir que uma flor floresça na Primavera ou que o leito do rio tenha mais água no Inverno.

«É o par antagónico Yin-Yang que permite as evoluções, tal como o dia e a noite se sucedem um ao outro (…) A harmonia é originada através do equilíbrio e da alternância fluída das polaridades antagónicas.»
Thomas Methfessel

Os cabelos ficam grisalhos e as rugas cravadas no rosto.
Ainda que os cabelos brancos possam ser disfarçados com tinta, os cabelos ficam ressequidos e artificiais e quando os novos nascem contrastam com os velhos pintados revelando a falsa coloração.
Ainda que se possa injetar botox, o rosto provavelmente terá tendência a ficar deformado porque as “marcas” da vida não se apagam.

Para quê alterar o ritmo da natureza se o nosso próprio corpo parece segui-lo?
Porque não respeitar os seus ciclos humildemente?

«Tudo flui e nada permanece, tudo dá forma e nada permanece fixo. Você não pode pisar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras, vão fluir.»
Héraclito

Não serão a noite e o dia diferentes manifestações do TODO… assim como a infância e a velhice; o verão e o inverno; a luz e a escuridão, etc… alternando em ciclos de complementaridade.

Estes ritmos são pura respiração do mundo.

De acordo com a kabbalah, se a luz não tivesse sido tapada por uma “cortina” (cortina de dez dimensões – dez Sefirot) que tudo escurece, a luz jamais seria notada.
O “pão da vergonha” impediria a felicidade. A vida é para “caminhar”…

Haverá sempre LUZ para “assegurar que as estrelas e os seres nascem e se movimentamdesde corações a bater e galáxias a girar, a formigueiros laboriosos”.
Mas talvez a verdadeira felicidade advenha da conquista de algo. Essa luz poderá advir também do entendimento de que podemos ser proativos em vez de reativos, traçando desta forma um caminho de “volta a casa” suave e tranquilo, em harmonia com o nosso ADN “divino”.

Nem tudo o que parece é e, nem tudo o que é assim parece.
O que antes nos atordoava, pode vir a ser a nossa paz de amanhã.
Tudo a seu tempo…

No “entardecer da vida”, como lhe chama Wayne W. Dyer, vemos a vida de forma diferente do que víamos na juventude e as nossas prioridades alteram-se. Aí, encontramos o sentido. Mas se essa juventude não nos tivesse mostrado “o outro lado”, esta vida não teria sentido.

Confiar e fluir em harmonia com o todo é um segredo simples que suaviza os processos da vida… Obteremos tudo o que a nós pertence precisamente quando deixarmos de estar apegados ao ego e aos resultados.

Basta relaxar e agradecer… TUDO!

🙂

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