Âncora

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Nas fases da vida em que o “balanço” é intenso, urge ancorar, descansar… definir uma base para repousar e restabelecer. PARAR para encontrar o rumo. Lançar a âncora e simplesmente observar.
Quando se lança a âncora, sossega-se…  afirmando-se “estou aqui!”. Simboliza um enraizamento, tempo para escutar o coração. Retorno ao “porto seguro”…

Balanceia… Balanceia… Balanceia mas… FIRMA-TE!

A âncora simboliza a esperança, a firmeza e uma fundação sólida relativamente às “tempestades da vida”. No que diz respeito à simbologia cristã, também representa a “âncora da alma” – a ligação de Jesus Cristo ao Mar.
É um símbolo muito equiparado ao da cruz, tendo sido utilizado primeiramente como um símbolo de terra e não de mar, para marcar “casas seguras” para aqueles que necessitavam de proteção.
Os marinheiros usavam-na em tatuagens para revelar o seu amor pelo mar, a esperança e a força para chegar em segurança ao final de uma longa viagem.
O símbolo pode ainda ser associado à ligação/união do masculino com o feminino, tendo inclusive um nome muito idêntico ao “Ankh” (anchor – em inglês) que também representa essa ligação, assim como o equilíbrio entre “mundos” (entre múltiplos outros significados de acordo com diferentes doutrinas). O “Ankh” ou cruz ansata, na escrita egípcia, era o símbolo da vida eterna e indicava a vida após a morte.

A âncora serve para estabilizar e proteger – equilibrar – das ondas balanceantes em alta corrente.

Na vida de uma pessoa, este processo corresponde a uma suavização de “tormentas”, tornando-nos seguros de uma decisão e das nossas capacidades para “levar a bom porto” um projeto ou um objetivo, movidos pela sabedoria e pela experiência de vida que previamente adquirimos. Manifesta também a ligação forte aos valores em que acreditamos e a estabilidade necessária para manter a serenidade em períodos conturbados.
Bem vistas as coisas, um navio levanta a âncora para novas viagens, para a descoberta, para correr riscos, pela aventura e pelo novo. Quando se levanta a âncora, abrem-se as asas e libertam-se os medos, velejando “fora da zona de conforto” por outros mares e novas marés… outros ventos e rumos… entregues ao fluxo do “devir”.
Assim, quando se regressa a “casa” ou a um “porto seguro”, faz-se precisamente o oposto: descansa-se, em segurança, com um sentimento de dever cumprido e de confiança no que se viveu e no que se quer viver. Aquilo que permite ao navio ancorar em segurança são as inúmeras viagens eventualmente arriscadas que enfrentou, certo?

Se a vida nos traz marés menos fáceis, temos sempre a opção de manter a âncora segura. Serenamos e esperamos antes de voltar às correntes.
Se a nossa mente estiver “revoltada” como a nossa vida, a situação torna-se ainda menos fácil – nada se resolve. É por isto que é tão importante saber quando ancorar…
Então ancoremos, descansemos, acalmemos, silenciemos, escutemos em conexão com o útero da Mãe Divina Terra. Quantos mistérios nos são revelados quando isto acontece? Experimenta… e saberás!

A âncora pode simbolizar também em termos genéricos a nossa espiritualidade ou fé, sendo que aí, nesse “porto seguro”, as águas são sossegadas, em nós habita  a tranquilidade e a plenitude – onde podemos voltar sempre que necessário.

Ancoremos no AMOR…
Quando o mar acalmar, conscientes dos processos em que velejamos, levantaremos âncora para seguir no novo… orientados pela bússola coração. Oh Yeahhh!

 

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