Amor sem máscaras

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AMOR sem “máscaras” e jogos… sabemos o que é?!?

Quando as máscaras caem e a dor inflama por dentro…
Coloquemo-nos na FÉ e no AMOR em ORAÇÃO … o CAMINHO segue-se olhando em frente!

1 “AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o AMOR.
(1 Coríntios:13)”

AMOR, VERDADE, RESPEITO, HONESTIDADE, INTEIREZA, COMPAIXÃO, AFETIVIDADE, HUMANIDADE…o que acontece quando caem as máscaras e, afinal, estas qualidades são “ocas” e falsas? De que vale “encher a boca” para falar e ensinar sobre tudo isto se não “usamos”, praticamos e “somos” representantes – nas ações do dia a dia- destes valores guias?

O que acontece quando as “máscaras” caem e percebemos que por detrás das mesmas não havia caráter, nem amor, nem nada do que se apregoava?

O dia a dia tem o PODER de TESTAR aquilo que somos ou que “dizemos que somos” – será que somos coerentes e praticamos verdadeiramente o que transmitimos, ou acreditamos tanto na máscara que “queremos ser” e vendemos ao mundo – que nos boicotamos, manipulando tudo à volta para obtermos das outras pessoas e contextos de vida o que dá prazer ao EGO desgovernado, em sede de PODER?

Tantas vezes o LIMITE entre estas duas realidades é TÉNUE… tentador… e FATAL!

TENACIDADE – permanecer no centro humano que somos é essencial – “Estar alerta” é crucial para manter iluminados os verdadeiros valores humanos – o RESPEITO por nós e por tudo é muito importante – reconhecer a divindade e a sacralidade, em nós, em tudo e todos… foi isto que viemos aprender a viver e a praticar!! Quando foi que nos afastámos desta noção tão básica?

Ninguém é mais sábio ou melhor que ninguém… somos todos crianças a aprender nesta vida PORÉM… cuidado… quando manipulamos e magoamos propositadamente os demais na busca incessante que satisfaz as “máscaras” – tantas vezes disfarçadas de amor … convém saber que além do “estrago” que causamos fora, o maior de todos os estragos acontece dentro de nós… Cuidemos.

ATENTIVIDADE, RESPONSABILIDADE, CONSCIÊNCIA plena e alerta… afinal… estamos aqui para viver em paz e tranquilidade ou para nos magoarmos uns aos outros sem dó nem piedade… onde é que andamos a aplicar a nossa energia? Quem somos verdadeiramente? Para quê demonstrar tanta felicidade aparente se às vezes estamos podres por dentro… longe dos valores sagrados… longe da verdadeira natureza compassiva humana – longe do AMOR!

Se prestarmos atenção é possível detetar se há FRAUDE nos valores essenciais humanos! COMO? Observando as ações e comportamentos – nossos e dos que estão à nossa volta- Discernindo!!

Se falamos de amor verdadeiro entre humanos e todos os atributos da criação mas nas nossas AÇÕES e ESCOLHAS simples do dia a dia não praticamos, em coerência, esta consciência suprema… afinal… será que vale a pena continuarmos a “falar” de AMOR e afetos se, magoamos, mentimos e passamos por cima dos sentimentos dos outros na primeira oportunidade?

COERÊNCIA alma-mente-corpo… ALINHAMENTO precisa-se!! RESPEITO… é urgente! Dizer a VERDADE… que outra forma humana há de comunicar afinal? [É que às vezes parece que nos fazem um “favor” por falar a verdade], CUIDAR… cuidar verdadeiramente de nós e dos demais… não é viver para satisfazer desejos momentâneos e “largar” no momento seguinte … é “ESTAR ao LADO” nos momentos menos bons também… é mimar… escutar… apoiar incondicionalmente com o coração aquela pessoa, causa ou contexto.

O AMOR não é uma “máscara” que se usa e vende… é uma consequência das ações puras, inocentes e simples ❤!

O Amor é tantas vezes a medicina da transparência… e só se vê, materializa e aumenta a vibração nesta Terra… quando verdadeiramente se sente amor em cada sopro de vida… em cada ação que brota do coração! Morram as máscaras que nos impedem de ser transparentes – simples canais divinos de amor.. Know ThySelf (“conhece-te a ti mesmo”). Possamos ser humildes o suficiente para aprender o caminho de volta ao Éden <3… ao espaço de AMOR INOCENTE que tudo cura e transforma!

AMOR é Oração sempre presente… cada pessoa tem o poder de ser um ALTAR Sagrado desta expressão. É UMA ESCOLHA. O Amor é a vibração primordial que antecede até mesmo a formação dos universos. Somos LIVRES quando nos rendemos à unidade do coração, sem medos, jogos e máscaras ❤.

RESGATE-SE o AMOR em cada coração pulsante 🙂 Assim é! Assim Seja! O Caminho é em frente!

Texto e Fotografia: Sant’yoga

Respirar…

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A observação de pequenos detalhes gera grandes percepções…
Observei um destes dias que ora me deito na cama à direita para dormir de noite ora à esquerda (estando de frente para a cama) para meditar e/ou dormir a sesta durante o dia.
Depois de observar este pormenor, por curiosidade tentei contrariar, mas como seria de esperar foi em vão porque quando dava por isso voltava a posicionar-me como antes.

«A lucidez é essencial. Entendo por lucidez, ver as coisas como são; ver o que é, sem qualquer opinião. (…) Cada um é o movimento do mundo. Cada um de nós é a exteriorização desse movimento que também se interioriza, tal como o vaivém da maré, que flui e reflui.»
Krishnamurti

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A “aceitação” do devir e da impermanência não é fácil de assimilar… o ser humano tenta muitas vezes resistir mas os resultados costumam ser infrutíferos. Não há como impedir que uma flor floresça na Primavera ou que o leito do rio tenha mais água no Inverno.

«É o par antagónico Yin-Yang que permite as evoluções, tal como o dia e a noite se sucedem um ao outro (…) A harmonia é originada através do equilíbrio e da alternância fluída das polaridades antagónicas.»
Thomas Methfessel

Os cabelos ficam grisalhos e as rugas cravadas no rosto.
Ainda que os cabelos brancos possam ser disfarçados com tinta, os cabelos ficam ressequidos e artificiais e quando os novos nascem contrastam com os velhos pintados revelando a falsa coloração.
Ainda que se possa injetar botox, o rosto provavelmente terá tendência a ficar deformado porque as “marcas” da vida não se apagam.

Para quê alterar o ritmo da natureza se o nosso próprio corpo parece segui-lo?
Porque não respeitar os seus ciclos humildemente?

«Tudo flui e nada permanece, tudo dá forma e nada permanece fixo. Você não pode pisar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras, vão fluir.»
Héraclito

Não serão a noite e o dia diferentes manifestações do TODO… assim como a infância e a velhice; o verão e o inverno; a luz e a escuridão, etc… alternando em ciclos de complementaridade.

Estes ritmos são pura respiração do mundo.

De acordo com a kabbalah, se a luz não tivesse sido tapada por uma “cortina” (cortina de dez dimensões – dez Sefirot) que tudo escurece, a luz jamais seria notada.
O “pão da vergonha” impediria a felicidade. A vida é para “caminhar”…

Haverá sempre LUZ para “assegurar que as estrelas e os seres nascem e se movimentamdesde corações a bater e galáxias a girar, a formigueiros laboriosos”.
Mas talvez a verdadeira felicidade advenha da conquista de algo. Essa luz poderá advir também do entendimento de que podemos ser proativos em vez de reativos, traçando desta forma um caminho de “volta a casa” suave e tranquilo, em harmonia com o nosso ADN “divino”.

Nem tudo o que parece é e, nem tudo o que é assim parece.
O que antes nos atordoava, pode vir a ser a nossa paz de amanhã.
Tudo a seu tempo…

No “entardecer da vida”, como lhe chama Wayne W. Dyer, vemos a vida de forma diferente do que víamos na juventude e as nossas prioridades alteram-se. Aí, encontramos o sentido. Mas se essa juventude não nos tivesse mostrado “o outro lado”, esta vida não teria sentido.

Confiar e fluir em harmonia com o todo é um segredo simples que suaviza os processos da vida… Obteremos tudo o que a nós pertence precisamente quando deixarmos de estar apegados ao ego e aos resultados.

Basta relaxar e agradecer… TUDO!

🙂

Âncora

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Nas fases da vida em que o “balanço” é intenso, urge ancorar, descansar… definir uma base para repousar e restabelecer. PARAR para encontrar o rumo. Lançar a âncora e simplesmente observar.
Quando se lança a âncora, sossega-se…  afirmando-se “estou aqui!”. Simboliza um enraizamento, tempo para escutar o coração. Retorno ao “porto seguro”…

Balanceia… Balanceia… Balanceia mas… FIRMA-TE!

A âncora simboliza a esperança, a firmeza e uma fundação sólida relativamente às “tempestades da vida”. No que diz respeito à simbologia cristã, também representa a “âncora da alma” – a ligação de Jesus Cristo ao Mar.
É um símbolo muito equiparado ao da cruz, tendo sido utilizado primeiramente como um símbolo de terra e não de mar, para marcar “casas seguras” para aqueles que necessitavam de proteção.
Os marinheiros usavam-na em tatuagens para revelar o seu amor pelo mar, a esperança e a força para chegar em segurança ao final de uma longa viagem.
O símbolo pode ainda ser associado à ligação/união do masculino com o feminino, tendo inclusive um nome muito idêntico ao “Ankh” (anchor – em inglês) que também representa essa ligação, assim como o equilíbrio entre “mundos” (entre múltiplos outros significados de acordo com diferentes doutrinas). O “Ankh” ou cruz ansata, na escrita egípcia, era o símbolo da vida eterna e indicava a vida após a morte.

A âncora serve para estabilizar e proteger – equilibrar – das ondas balanceantes em alta corrente.

Na vida de uma pessoa, este processo corresponde a uma suavização de “tormentas”, tornando-nos seguros de uma decisão e das nossas capacidades para “levar a bom porto” um projeto ou um objetivo, movidos pela sabedoria e pela experiência de vida que previamente adquirimos. Manifesta também a ligação forte aos valores em que acreditamos e a estabilidade necessária para manter a serenidade em períodos conturbados.
Bem vistas as coisas, um navio levanta a âncora para novas viagens, para a descoberta, para correr riscos, pela aventura e pelo novo. Quando se levanta a âncora, abrem-se as asas e libertam-se os medos, velejando “fora da zona de conforto” por outros mares e novas marés… outros ventos e rumos… entregues ao fluxo do “devir”.
Assim, quando se regressa a “casa” ou a um “porto seguro”, faz-se precisamente o oposto: descansa-se, em segurança, com um sentimento de dever cumprido e de confiança no que se viveu e no que se quer viver. Aquilo que permite ao navio ancorar em segurança são as inúmeras viagens eventualmente arriscadas que enfrentou, certo?

Se a vida nos traz marés menos fáceis, temos sempre a opção de manter a âncora segura. Serenamos e esperamos antes de voltar às correntes.
Se a nossa mente estiver “revoltada” como a nossa vida, a situação torna-se ainda menos fácil – nada se resolve. É por isto que é tão importante saber quando ancorar…
Então ancoremos, descansemos, acalmemos, silenciemos, escutemos em conexão com o útero da Mãe Divina Terra. Quantos mistérios nos são revelados quando isto acontece? Experimenta… e saberás!

A âncora pode simbolizar também em termos genéricos a nossa espiritualidade ou fé, sendo que aí, nesse “porto seguro”, as águas são sossegadas, em nós habita  a tranquilidade e a plenitude – onde podemos voltar sempre que necessário.

Ancoremos no AMOR…
Quando o mar acalmar, conscientes dos processos em que velejamos, levantaremos âncora para seguir no novo… orientados pela bússola coração. Oh Yeahhh!

 

Hambúrgueres de quinoa

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Receita Sant’yoga

Hambúrgueres de quinoa, cenoura e cogumelos

Ingredientes:
1 embalagem de quinoa
Azeite
1 Cebola
1 Cenoura
1 chávena de cogumelos
Oregãos (a gosto)
Sementes de sésamo (a gosto)
Sal (a gosto)

1ª etapa:  Cozer a quinoa (água com sal)

2ª etapa: Fazer um refogado com azeite (pouco), cebola miudinha, cenoura ralada e cogumelos cortados em pedaços muito pequeninos. Adicionar oregãos, sal e sementes de sésamo a gosto.
Misturar esse refogado (sem azeite) com a quinoa.

3ª etapa: Depois de drenar qualquer líquido remanescente da quinoa, preparar uma zona da cozinha (bancada ou mesa) com farinha (de preferência sem glúten) para ajudar a ligar.
Amassar a mistura com as mãos até esta começar a ligar, espalmar em forma redonda e cortar com a tampa de um frasco ou uma caneca.

Bom apetite! 😉