Consciência

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Tentar viver de forma consciente é cansativo.
Cansativo porque a grande maioria da sociedade quer continuar a viver de olhos fechados para a realidade do mundo e principalmente para a sua própria realidade.

Mas o que é “viver em consciência”?

Viver em consciência é pensar em cada detalhe na nossa vida como se cada pequena decisão, cada minuto, cada pensamento e cada ação pudessem mudar o nosso mundo e o dos outros para melhor. Viver em consciência passa por ter consciência de algumas questões residuais do nosso próprio inconsciente e boicotá-lo antes que ele nos boicote a nós.
Isso passa por cuidar da casa, cuidar do ambiente, cuidar dos animais, cuidar das plantas, cuidar de nós, cuidar da fé, cuidar da educação dos filhos, cuidar do outro, cuidar da saúde, cuidar do corpo, cuidar da lealdade, cuidar da justiça, cuidar da ética, cuidar do respeito, cuidar da própria consciência, cuidar dos pensamentos, cuidar das emoções, cuidar da linguagem, cuidar da energia, cuidar da alimentação, (…)…
Viver em consciência passa por conhecer os medos, os bloqueios e as eventuais somatizações de energias dos nossos antepassados, curando e bloqueando a sua perpetuação.
O efeito borboleta ensina-nos que o bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode causar um terramoto do outro lado do mundo.
Se eu não cuidar da casa e de mim, energeticamente ficarei poluída/o contaminando as pessoas que me rodeiam e com quem interajo. Isso transposto para uma escala mundial explica muito do que se passa no mundo atualmente.
Se as minhas relações pessoais (inclusive as amorosas) não forem conscientes, reais e leais, contribuirei para a ilusão e para a infelicidade ou cegueira geral.

A título de exemplo, falemos de relações amorosas…

Imaginemos que vamos a um evento, no qual encontramos dezenas de pessoas da nossa faixa etária. A malta começa a beber álcool, os ânimos elevam-se, o engate começa.
No jogo do engate, temos isso mesmo… um jogo no qual os personagens assumem determinados papéis, papéis estes que têm desempenhado desde “sempre” (provavelmente desde a adolescência). A mulher frágil faz-se de durona e de felina louca, o menino tímido faz-se de engatatão e o mais provável é terminarem a noite na cama.
Certo! Nada contra. O pior é o que vem a seguir… porque de manhã as máscaras já não existem e acordam com a dura realidade.
Na verdade, quando o próprio não se conhece a si próprio, o mundo jamais o conhecerá. O engatatão alcoolizado depressa se mostra tímido e complexado. Já ela, antes maquilhada e de saltos de meio metro, acorda toda borratada e começa a enviar sms’s às amigas a dizer que ele é uma desilusão, ou não fossem eles o reflexo um do outro. Acordar com espelhos chega a ser indigesto… 🙂
Ainda que o cenário pareça uma caricatura, os jogos não deixam de ser jogos e existem enquanto que com a verdade já ninguém brinca.
A transparência é uma brincadeira séria que pode até conduzir ao amor verdadeiro, mas desse toda a gente parece ter medo.

A desilusão não é com o outro, a desilusão é com a falta de coragem de se ser inteira/o, ainda que o dedo lhe seja apontado.

Ora se grande parte da sociedade vive de jogos, ilusões, mentiras, falta de responsabilidade, egoísmo, traições, defesas e prisões ilusórias, como é que não há-de ser cansativo ser verdadeiro? Sem retorno, sem parceira/o…

Ainda assim, há esperança de que aos poucos, alguns queiram acordar e sentir a vida e o amor de forma honesta e verdadeira.

A felicidade trabalha-se no detalhe.
O início faz-se de um primeiro passo.
A verdade acende o coração.
Ajudar o próximo traz-nos amor de volta.
Curar em nós, ajuda a curar o outro.

A maioria do planeta está adormecida, o resto vai despertando devagarinho…

Presunção à parte gostamos de pensar que estamos na transição e que vamos tendo momentos de sono e momentos de despertar, o que só por si, já pode trazer um contributo positivo ao planeta e às nossas vidas.
Multipliquemos…

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