Moda

A Moda pode ser um fenómeno interessante se entendermos que expressa o conceito de impermanência, ainda que de alguma forma, nos mostre o “eterno retorno” (vintage, retro, revivalista).

Na verdade, o tempo torna-se translúcido (circular) e é possível vermos padrões de repetição de 30 em 30 anos (às vezes os intervalos são de 20 ou de 40 anos em vez de 30).
O “belo” é percepcionado de forma distinta em cada década (ou mais especificamente em cada ano ou em cada estação), renovando-se constantemente.
Assim sendo, a Moda (podemos transpor esta realidade para: roupa, arquitetura, decoração, cores, automóveis, viagens, arte, etc…) auto-renova-se incessantemente ainda que regressando às influências do passado, transmutando-o.

Se pensarmos nesta questão no contexto do ser humano, é possível identificarmos em nós a impermanência (crescimento constante), o eterno retorno, os padrões, o tempo translúcido e a auto-renovação com transmutação do passado e da energia dos nossos antepassados.
Então nós podemos fazer uma utilização favorável do nosso ADN e dos nossos ancestrais (vamos supor que a nossa bisavó era descendente de tribos índias americanas, por exemplo) podendo e devendo fazer a devida transmutação daquilo que pode ser menos saudável para nós. Separar o trigo do joio e aproveitar apenas o que nos parece bonito e saudável.

Não nos devemos esquecer contudo que, para além do que herdamos geneticamente, há uma parte da vida (muito grande) que nos pertence. Por vezes, esquecemo-nos disso.
Para além de termos herdado genes índios, ciganos, africanos ou samurais, nós somos uma pessoa “nova” com um mundo de possibilidades à nossa frente. Existe algo em nós que é único e que podemos transformar numa “moda” nova, que não é a moda dos outros, nem tão pouco a moda revivalista mas antes aquilo de que nós gostamos e o que nos torna tão únicos. Há sempre algo muito especial em nós que não deve ser abafado, pelo contrário, deve ser exacerbado.

Porque não somos o que está na moda, ou a moda das nossas avós… somos a nossa própria moda que pode ser uma mistura disso tudo com uns pozinhos mágicos de Pin-up Girl, de Hippie, de Gueisha ou de Indiana. Não interessa… é o que somos e é o nosso gosto e a nossa vibração.

Quando descobrimos a nossa moda e nos vestimos dela, até os outros nos vão querer copiar, especialmente os que seguem modas cegamente sem gosto próprio.

Slogan:
«Não te MOLDES, MUDA A MODA.»

Let’s GO!

Fotografias: Ana Martins / Rute Violante

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