E faz-se luz…

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O que é que acontece no interior de um ser humano para tomar decisões menos fáceis e que terão forte impacto na sua vida?

(exemplos)
Criar uma empresa / Fechar uma empresa
Mudar de profissão ou de emprego
Mudar de cidade
Mudar de casa
Divórcio
Emigrar / Regressar de outro País ao País de origem
(…)

Ainda que não exista uma regra, o que geralmente acontece é que esse ser humano se encontra no limite em termos emocionais, ou seja, existe a percepção de que algo não está bem na sua vida e de que é necessária uma viragem.
A insatisfação constante só por si pode levar ao entendimento de que algo tem de mudar. Essa estagnação habitualmente mantém essa pessoa em levedação de possibilidades de transformação. O mal-estar é muitas vezes o elemento catalisador (dívidas; tristeza; questões de saúde; falência; questões com os amigos ou com a família; conflitos com chefias ou colegas de trabalho).
Muitas vezes tudo isto se passa em segredo, ainda que isso dependa do perfil de cada um. Há quem anuncie aos quatro ventos as mudanças que vai fazer muito antes do tempo e há quem trate de tudo em segredo e faça rebentar a “bomba” com tudo já decidido e tratado.
São analisados os prós e os contras, mastigadas as possibilidades… até se ver a luz ao fundo do túnel; a possibilidade de dar o salto.
Mesmo quando todos os prós e contras são analisados, consequências e efeitos paralelos, nunca há certezas e o salto é sempre um salto de fé.
Há alturas também em que a análise nem chega a ser bem feita, tal é a urgência da mudança, nestes períodos é a vida que nos obriga a mudar de forma abrupta e sem prévio aviso (os avisos estavam lá, nós é que teimávamos em não os ver). E assim se dá um salto para o desconhecido, sem garantias e sem certezas.

Esse movimento é motivado pelo instinto de sobrevivência no sentido em que nesse período o mais natural é a pessoa estar aparentemente num caminho sem saída e esse movimento ser uma busca da luz, muitas vezes desesperada.
Então esse salto é um salto quântico no desenvolvimento pessoal e espiritual dessa pessoa, sendo assim uma forma dessa pessoa se elevar e transcender ultrapassando uma crise/desafio.
A resiliência é esta capacidade de nos erguermos perante adversidades, de nos equilibrarmos em fases de grandes desafios.
Esse salto, aparentemente pouco fácil geralmente é a forma mais simples de nos sentirmos vivos, com todos os desafios que o futuro possa vir a trazer de novo.

A vida é feita de pequenos ou grandes saltos, é um caminho de equilíbrio permanente. Haja coragem e força para darmos sempre os passos necessários para o conhecido ou para o desconhecido, essencialmente para a estrada de novo, já que quando estamos envolvidos numa rotina menos bonita e desestabilizadora, somos mais zombies do que vivos, mais atores do que ser humanos, mais desistentes do que conquistadores, caminhando mais na valeta do que na verdadeira estrada.

Às vezes é preciso agir, ou ter uma discussão com quem nos diz aquilo que nos magoa, ou dar um murro na mesa, ou fazer as malas, ou dar o passo…

Somos quem realmente interessa, cada um de nós, vivamos por nós cada dia da nossa vida.

O que acontece para darmos um salto assim na vida?
O que acontece é a vida, que é para ser vivida de olhos bem abertos e de coração bem acordado.

“Man never made any material as resilient as the human spirit.” Bern William

Fotografia: Rute Violante

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