A«Kasha» de Pandora

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Durante o nosso percurso evolutivo em termos espirituais, é comum surgirem memórias em tom de reminiscência.
Como se nos lembrássemos de outros tempos, outras vidas, outras pessoas.
Muitas das vezes, as pessoas que fazem atualmente parte da nossa vida despertam essas memórias e por isso é frequente dizermos algo como: parece que te conheço há 30 anos ou há 33 vidas!
Mas essas memórias não despertam apenas com pessoas, despertam com sons de tambores xamânicos, com vibrações de taças tibetanas, com aromas, com  cristais, com objetos pessoais que parecem pertencer-nos há 7 encarnações.
Há abraços que despertam memórias, há sonhos que nos transportam para outras dimensões, há assobios que nos criam ressonância.
Há olhares que entram na alma. Há vozes inconfundivelmente reconhecíveis.
Nomes que nos fazem vibrar a alma.
Sorrisos que nos puxam um fio no chackra do coração.
Toques que acordam a kundalini.
Vibrações que despertam a telepatia.
Atividades que parece que fizemos desde sempre.
Roupas que vimos numa loja que nos pareceram nossas.
Beijos que nos criaram visões.
Amizades que nos pareceram família.
Famílias que nos pareceram familiares apesar de não serem as nossas.
Traumas que nos soaram repetitivos.
Desilusões que nos pareceram conhecidas.
Símbolos que nos transportaram para outros “mundos”.
Frequências que nos soaram divinas e nos pararam o pensamento.
Mensagens demasiado conhecidas.
Conceitos demasiado óbvios.
Linguagens demasiado simples.
Códigos encriptados demasiado legíveis.
Metáforas demasiado claras.

«The Akashic records (Akasha is a Sanskrit word meaning “sky”, “space” or “aether”) are collectively understood to be a collection of mystical knowledge that is encoded in the aether; i.e. on a non-physical plane of existence.»

«Those who champion the truth of the Akashic Records assert that they were accessed by ancient people of various cultures, including the Indians, Moors, Tibetans, Bonpo and other peoples of the Himalaya, Egyptians, Persians, Chaldeans, Greeks, Chinese, Hebrews, Christians, Druids and Mayans. It is held that the ancient Indian sages of the Himalayas knew that each soul, jiva, atma, or entity recorded every moment of its existence in a “book”, and that if one attuned oneself properly then one could access that book (refer mindstream for example).»

«A Chinese man named Sujujin was reported to need only the first name of anyone to access the Akasha and describe their life history. Another Chinese seer, named Tajao, explored a variety of topics in the Records which span over two thousand years.»

«The akashic record is like an immense photographic film, registering all the desires and earth experiences of our planet.»

Poderíamos chamar-lhe também (in)consciente coletivo, acessível contudo a quem mantém práticas espirituais e rituais que despertem essas memórias; yoga; meditação; visualizações; mantras; rituais xamânicos; trabalho com cristais; hipnose; regressões; sons curativos; danças terapêuticas e espirituais; artes marciais (…) na verdade a lista é interminável porque qualquer trabalho terapêutico/espiritual que nos desenvolva a intuição ou que permita aceder a estados alterados de consciência pode eventualmente fazer surgir estas “memórias” ou estes “(re)conhecimentos”.

«One is the ability to get into a meditative state. While the regular intuition can come in a casual way, reading the Akashic Records takes a little more focus. You need to be able to set aside your current thoughts and be open to whatever information you may find.»

«You might see a picture or video clip in your energetic eye. You might hear music that symbolizes something. You might feel it, smell it, or taste it. You might just know. Or perhaps it will be the combination of a few of these. »

«The Akashic Records are the energetic records of all souls about their past lives, the present lives, and possible future lives. Each soul has its Akashic Records, like a series of books with each book representing one lifetime. The Hall (or Library) of the Akashic Records is where all souls’ Akashic Records are stored energetically. In other words, the information is stored in the Akashic field (also called zero point field). The Akashic Records, however, are not a dry compilation of events. They also contain our collective wisdom. »

Não recomendamos o acesso curioso e irresponsável ao banco universal akáshico, sem leituras aprofundadas sobre o assunto ou sem supervisão de terapeutas credíveis e especializados em condução destas “viagens”, ainda que possam surgir visões, memórias, reminiscências e ressonâncias de forma espontânea e não controlada.

De alguma forma, é possível usar os registos akáshicos para levantar o véu, para ver para lá da ilusão, para entender e para saber “porque estamos aqui”… ou mas afinal o que sabemos nós?  (“what the bleep do we know”, documentário que também recomendamos). Na verdade acedendo à nossa história, entendemos as coisas que nos acontecem, os desafios com que somos confrontados e o que viemos aprender. Dá-nos acesso à compreensão do nosso propósito nesta vida. (considerando a hipótese da existência da reencarnação, também amplamente estudada, defendida e retratada em livros, documentários e filmes).

«The Akashic Records contain all past, present, and future possibilities through the vibrations of compassion and joy.  They are like the DNA of the universe.»

«(…)our information comes through a certain special “blueprint” frequency of energy that is completely different and unique in vibration from anyone or anything in the Universe.  It acts like a fingerprint which is embedded and encoded in into the Akasha, thus showing up as your personal Akashic Record.  This is your soul’s “book of knowledge” or database of information containing the most important and vital information about your soul’s mission, purpose and journey in this lifetime.»

 Mas vamos devagar…
Fica a informação ligeira para digestão.
Se disserem a alguém que acabaram de conhecer: Eu conheço-te! ou Eu lembro-me de ti!
Que seja porque ouviram um chamado da alma e não porque vos apeteceu engatar alguém de forma poética… 😉

«In the Records, you can learn about your relationships, your health, your soul path, and every other conceivable topic regarding you! »

Para aprofundamento e esclarecimento de dúvidas, estamos por aqui.

http://www.akashicrecordsofsouls.com/read-akashic-records/
http://www.crystalinks.com/akashicrecords.html
http://www.akashicrecordsofsouls.com/
http://www.akashictransformations.net/akashicrecordsFAQ#q1
http://www.enlightenedbeings.com/akashic-records.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Akashic_records

Imagem: Autor desconhecido

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O (não) líder

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O líder verdadeiro é um NÃO líder, no sentido em que não tem pretensões de ser chefe, comandante, patrão, líder partidário ou mestre de ninguém.
A vida acontece-lhe… os estatutos e a responsabilidade escrevem-lhe o rótulo no coração.
O líder verdadeiro não deseja ser líder. Esse papel é-lhe quase imposto, solicitado e assegurado pela comunidade. A sua eleição não é formal, é um reconhecimento.
Quando alguém lhe tenta conquistar o “lugar”, perde-o reforçando o reconhecimento do verdadeiro líder que nunca lutou por esse “lugar”.

Mesmo tendo o maior de todos os líderes a governá-lo, 
o povo mal sabe que existe um líder. 
A seguir, surge um que amam e elogiam.
Depois vem um que receiam.
Por fim, um a quem desprezam e desafiam.

Quando um líder não confia em ninguém, ninguém confia nele.
(…)
in Tao Te Ching, Lao Tzu (17º verso – excerto)

Lembremo-nos da forma como os Lamas são reconhecidos.
Existe uma tradição budista segundo a qual algumas crianças são colocadas em frente a inúmeros objetos para reconhecerem aqueles que supostamente lhes criam ressonância.
A criança rapidamente escolhe os objetos pertencentes a líderes espirituais de outras encarnações e desta forma, o seu suposto estatuto é reconhecido perante a comunidade.
A ideia base por detrás desta tradição consiste na crença de que a criança escolhe intuitivamente objetos que lhe pertenceram noutras vidas (registos de memória de outras vidas; íman energético dos próprios objetos). Aqui, é essencial termos em consideração que o budismo se apoia no conceito de Samsara, ou seja, num ciclo interminável de encarnações (nascimento, morte e reencarnação).
Este exemplo é simbólico da questão da liderança no sentido em que um líder não deve impor-se mas antes ser reconhecido pela maioria.

Se seguirmos uma linha de pensamento taoísta, o líder tenderá a ter uma presença maioritariamente invisível que de alguma forma é omnipresente e incontestável. A sua pura existência e a sua mestria deixam acontecer e tudo se alinha. O equilíbrio restabelece-se sem esforço porque tudo na natureza segue um curso cíclico não necessitando de intervenção ou de recondução. A liderança é realizada pela não ação (wu wei), deixando que as coisas aconteçam e confiando na capacidade de alinhamento da natureza.
Sob observação, é possível discernir como criar um ambiente que faça com que todas as pessoas possam agir de forma responsável.

Não empreendo uma ação e as pessoas mudam.
Opto pela paz e as pessoas tornam-se honestas.
Nada faço e as pessoas enriquecem. 
Se eu deixar de me impor ao povo, 
as pessoas serão elas próprias.
in Tao Te Ching, Lao Tzu (excerto – 57º verso)

O líder pode liderar pela experiência, conhecendo “a priori” os resultados positivos e negativos que algumas ações tomadas pelos elementos do grupo podem ter. Tantos os resultados positivos como os resultados menos positivos farão crescer e terão um sentido evolutivo. Por isso, a intervenção será dispensável.

O grande líder fala pouco.
Nunca fala sem pensar.
Trabalha sem cuidar dos seus próprios interesses
e não deixa vestígios.
Quando tudo fica concluído, o povo diz:
«Fomos nós que o fizemos».
in Tao Te Ching, Lao Tzu (17º verso – excerto)

O líder deve dar o exemplo. Sempre.
O líder não precisa de ser nomeado líder. Em virtude da sua segurança e do manifesto equilíbrio, são-lhe pedidos conselhos e apoio.
O líder sabe que todos temos potencial divino e eleva os elementos do grupo, ajudando-os a crescer.
O líder mantém fronteiras firmes face ao seu espaço pessoal, de forma a não se deixar atingir ou desequilibrar.
O líder sabe que juntos somos mais fortes e quando alguém se julga fraco, enaltece-o. Ao reforçar positivamente o valor de um elemento, fará com que o mesmo se torne colaborativo.
O líder não tem medo e confia no processo da vida, ajudando a atenuar os medos dos frágeis.
O líder permite que os outros fiquem com os louros do seu trabalho porque não necessita deles.
O líder cultiva o espírito de equipa e valoriza as qualidades de cada um, entendendo e sentindo compaixão pelas fraquezas alheias. Reconhece as suas e sente compaixão por si próprio.
O líder não humilha, não menospreza e não critica.
O líder sendo um “opinion maker” (gerador de opiniões) não incentiva o bullying, a crítica e a ostracização de nenhum elemento da equipa.
O líder preocupa-se tanto com os outros como consigo próprio.
O líder toma conta de si para estar bem e conseguir ajudar os outros a equilibrarem-se.
O líder ama até mesmo os seus “filhos” mais competitivos, mais egoístas ou menos bondosos, tentando ensiná-los a amar (aos outros e a si próprios).
O líder não cresce sozinho, cresce em conjunto, em relação.
O líder não age em próprio benefício mas em prol do grupo ou da Humanidade.
O líder não conhece o egoísmo, apenas o amor próprio.
O líder conhece e honra a sua responsabilidade no crescimento das pessoas à sua volta.
O líder nunca compete com os elementos do grupo.
O líder nunca se coloca no papel de protagonista.
O líder sacrifica-se em prol do bem-estar comum.
O líder protege e acolhe.
O líder cuida, mesmo que à distância.
O líder nunca é líder de nada se não tem pessoas para liderar nem equipas para alinhar.
Nenhum líder é líder sozinho.
Todo o verdadeiro líder é humilde.

O líder mantém-se no fim da “matilha” porque lhe interessa mais saber se todos conseguiram trilhar o caminho sem dificuldades do que chegar à meta em primeiro lugar.

Ilustração: Manel Cruz

E faz-se luz…

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O que é que acontece no interior de um ser humano para tomar decisões menos fáceis e que terão forte impacto na sua vida?

(exemplos)
Criar uma empresa / Fechar uma empresa
Mudar de profissão ou de emprego
Mudar de cidade
Mudar de casa
Divórcio
Emigrar / Regressar de outro País ao País de origem
(…)

Ainda que não exista uma regra, o que geralmente acontece é que esse ser humano se encontra no limite em termos emocionais, ou seja, existe a percepção de que algo não está bem na sua vida e de que é necessária uma viragem.
A insatisfação constante só por si pode levar ao entendimento de que algo tem de mudar. Essa estagnação habitualmente mantém essa pessoa em levedação de possibilidades de transformação. O mal-estar é muitas vezes o elemento catalisador (dívidas; tristeza; questões de saúde; falência; questões com os amigos ou com a família; conflitos com chefias ou colegas de trabalho).
Muitas vezes tudo isto se passa em segredo, ainda que isso dependa do perfil de cada um. Há quem anuncie aos quatro ventos as mudanças que vai fazer muito antes do tempo e há quem trate de tudo em segredo e faça rebentar a “bomba” com tudo já decidido e tratado.
São analisados os prós e os contras, mastigadas as possibilidades… até se ver a luz ao fundo do túnel; a possibilidade de dar o salto.
Mesmo quando todos os prós e contras são analisados, consequências e efeitos paralelos, nunca há certezas e o salto é sempre um salto de fé.
Há alturas também em que a análise nem chega a ser bem feita, tal é a urgência da mudança, nestes períodos é a vida que nos obriga a mudar de forma abrupta e sem prévio aviso (os avisos estavam lá, nós é que teimávamos em não os ver). E assim se dá um salto para o desconhecido, sem garantias e sem certezas.

Esse movimento é motivado pelo instinto de sobrevivência no sentido em que nesse período o mais natural é a pessoa estar aparentemente num caminho sem saída e esse movimento ser uma busca da luz, muitas vezes desesperada.
Então esse salto é um salto quântico no desenvolvimento pessoal e espiritual dessa pessoa, sendo assim uma forma dessa pessoa se elevar e transcender ultrapassando uma crise/desafio.
A resiliência é esta capacidade de nos erguermos perante adversidades, de nos equilibrarmos em fases de grandes desafios.
Esse salto, aparentemente pouco fácil geralmente é a forma mais simples de nos sentirmos vivos, com todos os desafios que o futuro possa vir a trazer de novo.

A vida é feita de pequenos ou grandes saltos, é um caminho de equilíbrio permanente. Haja coragem e força para darmos sempre os passos necessários para o conhecido ou para o desconhecido, essencialmente para a estrada de novo, já que quando estamos envolvidos numa rotina menos bonita e desestabilizadora, somos mais zombies do que vivos, mais atores do que ser humanos, mais desistentes do que conquistadores, caminhando mais na valeta do que na verdadeira estrada.

Às vezes é preciso agir, ou ter uma discussão com quem nos diz aquilo que nos magoa, ou dar um murro na mesa, ou fazer as malas, ou dar o passo…

Somos quem realmente interessa, cada um de nós, vivamos por nós cada dia da nossa vida.

O que acontece para darmos um salto assim na vida?
O que acontece é a vida, que é para ser vivida de olhos bem abertos e de coração bem acordado.

“Man never made any material as resilient as the human spirit.” Bern William

Fotografia: Rute Violante

Mulher inteira // I’m every woman

Uma mulher inteira sabe que não lhe falta metade.
Conta consigo, na luz e na escuridão, no Inverno e no Verão.
Sabe que merece muito mais e toma consciência disso devagarinho, trazendo os seus medos à luz.
Uma mulher completa não se deixa incompletar, só se deixa transbordar, dando amor fora de si.
Mantendo contudo a faísca interna íntegra e segura.
Emergindo dos traumas, dos medos e da resiliência, conhece a sua escuridão e abraça-a.
Saindo dos padrões, coleccionando aprendizagens, ergue-se cada vez mais bonita.
Tão mais suave, tão mais forte.
Como uma mãe vai sendo feliz amando e ao receber o eco desse amor tem consciência do seu merecimento divino.
Um pouco menos ela, muito mais os outros. Uma micro lupa de macro revelações.
Uma mulher inteira foi cortada em gomos mas agarrou-se aos caroços. Do fundo da alma, agarrou-se à vida e fez-se mulher.
Uma mulher inteira é sobrevivente e contudo não se lamenta pelo passado.
Uma mulher inteira não respira para viver, vive para respirar! Vive para AMAR em respiração. .
E do amor não espera menos do que AMOR porque a si própria não dá menos do que isso.

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A whole woman knows she isn’t missing her half.
She counts on her, in light and darkness, winter and summer.
She knows she deserves a whole lot more and slowly becomes aware of it, shining some light on her fears.
A whole woman doesn’t let herself become incomplete, she only allows herself to overflow spreading the love beyond herself.
Keeping her internal spark intact and safe, though. Emerging from her traumas and fears with resilience, she gets to know her darkness and embraces it.
Detaching herself from worn patterns, collecting learning experiences, she rises ever more beautiful – so much more delicate, so much stronger.
Just as a mother feels happy loving and, by receiving the eco of that love, becomes aware of her divine merit.
A little less herself and much more the others. A micro magnifying glass of macro revelations.
A whole woman is cut in wedges, but she holds on to the seeds. From the bottom of her soul, she clings to life and becomes a woman.
A whole woman is a survivor, however, she doesn’t complain about her past.
A whole woman doesn’t breathe to live; she lives to breathe! She lives to LOVE while breathing.
And from love she expects no less than LOVE, because she doesn’t give less than that to herself.

Translation: Celina Marto