DesapEGO

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When we feel we have “overcome” or learned how to manage our ego, that’s probably an idea manufactured by the ego.
When we find our balance without stumbling and think the others are less “strong” that’s also an illusion created by the ego.
Our ego grows in proportion to our evolution spiritually (and in other aspects of our life), becoming the greatest obstacle to that same growth.

We all know pseudo-illuminated, extrasensory people, self-proclaimed gurus or many others that regularly attend events and retreats which are better than anyone else’s. We also know that, in this “spiritual” world, competition often becomes absurdly fiercer than in other less “zen” environments. It’s quite ridiculous.

There are also groups and spiritual work which resemble sects where everybody seems to become brainless and consider everybody else out of whack. As soon as we learn to walk “without a limp”, we tend to think we are purebred racing horses, shiny and unbeatable, and then the ego throws us to the ground as many times as necessary to make us lose that fake shine. The ego is there to protect us; it’s a necessary tool. It gives us our sense of self, of capable being. However, excessively worshiping the ego leads human beings to step on other human beings, to commit crimes and even touch the inhumane. All out of fear.

We don’t have to be “naked” before everyone… We don’t have to expose ourselves in every single situation. We don’t’ have to reveal all our weaknesses and sordid stories to everyone. However, we don’t have to protect ourselves excessively as well or suit up with armour while we’re in society or crow like a rooster and be all stuck-up. Evolution is rooted in knowledge and knowledge only takes place in humility and experience. If we extrapolate our ego and feel like we have everything, we know everything, we do everything… then, we only have room for nothing. Nothing is not knowledge. Nothing is not growth. Nothing is nothing and it needs space to what it may become.

Specially, the ego shouldn’t be a means to hide our own fragilities from our own eyes. Let’s open up the curtains of illusion. Remember that there’s a very thin line separating ego and self-love, nevertheless, they are two very distinct concepts.

Ego is all about showing something to others. Self-love is true love for us, regardless of what others may think or see.

Balance. Wanted.

Translation: Celina Marto

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Quando achamos que “suplantámos” ou aprendemos a gerir o ego, isso é, provavelmente, uma ideia criada pelo ego. Quando nos equilibramos sem cambalear e julgamos que os outros são menos “fortes”… isso também é uma ilusão criada pelo ego. O ego vai crescendo à medida que vamos evoluindo em termos espirituais (ou em qualquer outra área da nossa vida), acabando por se tornar o maior obstáculo a este mesmo desenvolvimento.

Todos nós conhecemos pseudo-iluminados, sensitivos, gurus auto-proclamados ou outros tantos que frequentam com assiduidade eventos e retiros melhores do que os dos outros. Também sabemos que, no mundo da “espiritualidade”, a competição, por vezes, se torna absurdamente mais forte do que noutros meios menos “zen”. Chega a ser ridículo.

Também há grupos e trabalhos espirituais que se assemelham a seitas, em que as pessoas parecem ficar acéfalas e consideram todas as outras pessoas desequilibradas. Assim que aprendemos a andar “sem coxear”, achamos que somos um cavalo lusitano de competição, lustroso e imbatível, e o ego atira-nos ao chão quantas vezes for preciso para nos retirar esse brilho artificial. O ego existe para nos proteger, é uma ferramenta necessária. Devolve-nos a nossa noção de indívíduo, de ser capaz. Todavia, o apego excessivo ao ego faz com que o ser humano pise outros seres humanos, cometa crimes e chegue a tocar o limiar do inumano. Tudo por medo.

Não temos de ficar “nus” perante todos… Não temos de nos expor em todas as situações, não temos de contar as nossas fragilidades e histórias sórdidas a toda a gente; no entanto, também não temos de nos proteger em demasia, usar uma armadura em sociedade, engolir uma crista ou deixar inchar o peito. A evolução enraíza no conhecimento, e o conhecimento só tem lugar na humildade e na experiência. Se extrapolamos o nosso ego e sentimos que temos tudo, sabemos tudo, fazemos tudo… então, só temos espaço para nada. Nada não é conhecimento. Nada não é desenvolvimento. Nada é nada e precisa de espaço para o que poderá ser.

Especialmente, o ego não deve servir para esconder as nossas fragilidades dos nossos próprios olhos. Afastemos as cortinas da ilusão. Lembremo-nos de que existe uma linha muito ténue entre ego e amor-próprio, todavia, são conceitos totalmente distintos.

O ego quer mostrar algo aos outros; o amor-próprio é verdadeiro amor por nós próprios, independentemente do que os outros pensam ou vêem.

Equilíbrio. Procura-se

Imagem promocional – Richard Peters

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