Real Love

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Real love isn’t perfect or logical and, in most cases, it transcends rationality.

Perfect love isn’t ‘loves’ after all; it’s ‘flowers’, signs of infinite possibilities. Infinite possibilities are what is becoming, a permanent flow. At one moment, it’s perfect; at the next, it’s beyond imperfection. It’s polarities in progress to fit together. Some are more difficult to fit than others, of course! Some will never fit. Others stop fitting, only to regain the ability to fit together at a later date. But, essentially, love is out of the boxes. These boxes are the ‘has to’ that goes around in everyone’s mouth. It has to be perfect; it has to be like a Disney fairytale; it has to be like a romantic comedy from a Sunday afternoon movie; it has to be better than my friends’; it has to be the perfect son-in-law or daughter-in-law for the parents; it has to be a successful person; it has to be intelligent; it has to have good taste; it has to be pretty… IT HAS TO… Choose the rest of your sentence. Because the day you realise those sentences are the root of this fitting ‘problem’, you’ll stop feeling the need to fit.

You can’t choose love; you can’t think love; you can’t design love; you can’t tick it on a list; it doesn’t always please our parents; and it isn’t better or worse than anyone else’s. Love is love. And the more indefinable and indecipherable it is, the closest it is to (real) love.

Do you have to get married at 30? Do you have to have children between the age of 30 and 35? Do you have to be promoted by 35? Do you have to buy a house when you get married? Do you have to marry before you get pregnant? Do you have to travel before getting married? Do you have to… what? What has been in your mind since ever? What keeps you from being happy in a complete and unlikely way after all?

Not everything is the way we pictured it and how we planned it. Sometimes, it’s immensely greater; however, it doesn’t fit the mental box we’ve previously created. An adopted child may be much happier than a child raised by his/her biological parents. The same goes for a child raised by parents of the same sex… There are no rules. There are no definitions. There is no certainty. There’s impermanence and serendipity. May we learn to deal with the frustration of the problematic expectations we’ve created for ourselves. Let’s learn about impermanence.

Let’s live while dancing in the midst of uncertainty.

Tomorrow is a secret box. Control is but an illusion.

Musical suggestion:

Original text: Sant’yoga
Translation: Celina Marto (Portuguese » English)

Image: Danny Wilten

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Os amores a sério não são perfeitos, nem lógicos e, na maior parte dos casos, transcendem o racional.  Os amores perfeitos não são “amores” afinal, são “flores”, signos de possibilidades infinitas. As possibilidades infinitas são devir, fluxo permanente.

Num momento, são perfeitos; no outro, imperfeitíssimos. São polaridades em trabalho de encaixe. Há encaixes menos fáceis, claro está! Há encaixes que nunca encaixarão. Há encaixes que desencaixam, para mais tarde encaixar. Mas, essencialmente, o amor é fora de caixas. A caixa é o “tem de ser”, que anda por aí nas bocas do mundo. Tem de ser perfeito, tem de ser como uma história da Disney, tem de ser como um final de uma comédia romântica de um filme de Domingo à tarde, tem de ser melhor do que os das minhas amigas, tem de ser o genro ou a nora perfeita para os pais, tem de ser umapessoa de sucesso, tem de ser inteligente, tem de ter bom gosto, tem de ser bonito/a…, TEM DE…. escolham o resto da frase. Porque no dia em que perceberem que essas frases são a raiz do “problema” de encaixe, deixam de ter tanta necessidade de encaixar.

O amor não se escolhe, o amor não se pensa, o amor não se desenha, não vai ao encontro de uma lista, nem sempre agrada aos nossos pais e, não é melhor nem pior do que o dos outros. O amor é o amor. E quanto mais indefinível e indecifrável, mais próximo do amor estará.

Tens de casar aos 30? Tens de ter filhos entre os 30 e os 35? Tens de ser promovido aos 35? Tens de comprar casa quando casas? Tens de casar antes de engravidar? Tens de viajar antes de casar? Tens de…. o quê? O que tens na cabeça desde sempre? O que te impede de ser feliz de uma forma totalmente improvável afinal?

Nem tudo é como imaginamos e como planeamos. Ás vezes, é imensamente melhor, todavia, não cabe na caixa mental que lhe inventámos previamente. Uma criança adoptada pode ser muito mais feliz do que uma criança que é educada pelos pais biológicos. Uma criança educada por pais do mesmo sexo, também… Não há regras. Não há definições. Não há certezas. Há impermanência e serendipidade.

Que aprendamos a lidar com a frustração das expectativas problemáticas que criámos a nós próprios. Aprendamos o que é a impermanência.

Vivamos a dançar no seio da incerteza.

O amanhã é uma caixa secreta. O controlo é uma ilusão.

Texto original: Sant’yoga
Imagem: Danny Wilten

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