Santiago, returning to…

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If traversing the Camino de Santiago (or the Way of St. James), by foot with a backpack on your back, symbolized a rather absurd idea of “holidays”, repeating that same Camino begins to look like masochism. However, those who have done it, usually, end up repeating it, which can only be understood by those who have tried it and lived this experience in person.

This year, we have raised our challenge, or life has raised it for us. Actually, the fact that we were multiplied by 2, making a total of 8 women, brought about new issues related with group dynamics. Different rhythms, different personalities, different needs, different goals… Although all different, all the same. We all felt the Camino intensely and we all receive valuable lessons from it. And because we were all female, inevitably, a circle of (potential) healing of the sacred feminine was formed; with greater consciousness in some of us and a bit more distant one in others. The repercussions of this healing will echo far away, perhaps, into eternity.

What each of us felt remains solely with that person, even though the Camino has been shared. For those who have repeated it this year, the journey proved harder; for some, physically, for others, emotionally. For the first-timers, there was a surprising lightness and/or a freeing weight, a bit of each depending on their wishes, needs and expectations. In both cases, wings were opened, while the walk close to the ground tried to root them.

A bad temper here, an indisposition there, cold water baths, a pretty decent wet, feet with blisters, soaking wet clothes, Achilles’ heels (both real and metaphorical), blocked shoulders… and awareness. A bath of emotions.

Whoever said we always return from the Camino feeling happy was wrong. Sometimes, we return overwhelmed, hurt and sad. Whatever is necessary for us to continue the true walk, the walk of life, because life, as well, has its ups and downs, climbing and descending, twists and turns, abandonment and disappointment, fears and blockages.

Some even walked further 3 miles by mistake (1.5 by mistake and another 1.5 to come back).

May we always complete the Camino with strength and beauty in our heart. Tranquillity shall find us.

Safe Camino to all the brave ones.

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Se fazer os caminhos de Santiago a pé com uma mochila às costas já simbolizava uma ideia meio absurda enquanto ideia de “Férias”, repetir o caminho já parece masoquismo. Todavia, quem já o fez, geralmente repete, o que será apenas compreensível para quem já experimentou e viveu a experiência em “presença”.

Este ano desafiámo-nos ainda mais ou a vida desafiou-nos mais ainda.

Na verdade, o facto de nos termos desdobrado em 2, perfazendo um total de 8 mulheres fez com que questões que se relacionam com dinâmicas de grupo surgissem. Ritmos diferentes, feitios diferentes, necessidades diferentes, objetivos diferentes. Ainda que todas diferentes, todas o mesmo.:)

Todas sentiram o caminho de forma intensa e todas retiraram dele lições valiosas. Por sermos só mulheres, inevitavelmente, formámos um círculo de cura (em potencial) do sagrado feminino, mais consciente numas e mais longínquo noutras. As repercussões desse trabalho de cura ecoarão longe, quiçá, na eternidade.:)

O que cada uma sentiu fica consigo e apenas consigo, ainda que o caminho tenha sido partilhado.
Para as que regressaram este ano, a jornada tornou-se mais dura; para umas em termos físicos, para outras em termos emocionais.
Para as que se estrearam, houve leveza surpreendente e/ou peso libertador, um bocadinho de cada consoante os desejos, as necessidades e as expectativas. Em ambos os casos, as asas abriram e o caminho rente ao chão tentou enraizá-las.

Um mau feitio aqui, um mal estar ali, banhos de água fria, uma molha com algum jeito, bolhas nos pés, roupa encharcada, calcanhares de Aquiles reais e metafóricos, ombros bloqueados… e consciencializações. Um banho de emoções.

Quem disse que regressamos sempre felizes dos caminhos engana-se, por vezes, vimos atordoados/as, magoados/as e tristes. Aquilo que seja necessário para continuarmos a verdadeira caminhada, a da vida, porque na vida também há altos e baixos, subidas e descidas, curvas e contra-curvas, abandonos e desilusões, medos e bloqueios.

Até houve quem fizesse 5 kms a mais por engano. (2,5 por engano e os outros 2,5 para voltar).

Que façamos sempre o caminho com força e beleza no coração.
A tranquilidade a nós virá.

Bom caminho para todos/as os/as corajosos/as.

TRADUÇÃO (para inglês): Celina Marto

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