DesapEGO

13062134_812599725561525_8724952406214655871_n

When we feel we have “overcome” or learned how to manage our ego, that’s probably an idea manufactured by the ego.
When we find our balance without stumbling and think the others are less “strong” that’s also an illusion created by the ego.
Our ego grows in proportion to our evolution spiritually (and in other aspects of our life), becoming the greatest obstacle to that same growth.

We all know pseudo-illuminated, extrasensory people, self-proclaimed gurus or many others that regularly attend events and retreats which are better than anyone else’s. We also know that, in this “spiritual” world, competition often becomes absurdly fiercer than in other less “zen” environments. It’s quite ridiculous.

There are also groups and spiritual work which resemble sects where everybody seems to become brainless and consider everybody else out of whack. As soon as we learn to walk “without a limp”, we tend to think we are purebred racing horses, shiny and unbeatable, and then the ego throws us to the ground as many times as necessary to make us lose that fake shine. The ego is there to protect us; it’s a necessary tool. It gives us our sense of self, of capable being. However, excessively worshiping the ego leads human beings to step on other human beings, to commit crimes and even touch the inhumane. All out of fear.

We don’t have to be “naked” before everyone… We don’t have to expose ourselves in every single situation. We don’t’ have to reveal all our weaknesses and sordid stories to everyone. However, we don’t have to protect ourselves excessively as well or suit up with armour while we’re in society or crow like a rooster and be all stuck-up. Evolution is rooted in knowledge and knowledge only takes place in humility and experience. If we extrapolate our ego and feel like we have everything, we know everything, we do everything… then, we only have room for nothing. Nothing is not knowledge. Nothing is not growth. Nothing is nothing and it needs space to what it may become.

Specially, the ego shouldn’t be a means to hide our own fragilities from our own eyes. Let’s open up the curtains of illusion. Remember that there’s a very thin line separating ego and self-love, nevertheless, they are two very distinct concepts.

Ego is all about showing something to others. Self-love is true love for us, regardless of what others may think or see.

Balance. Wanted.

Translation: Celina Marto

********************************

Quando achamos que “suplantámos” ou aprendemos a gerir o ego, isso é, provavelmente, uma ideia criada pelo ego. Quando nos equilibramos sem cambalear e julgamos que os outros são menos “fortes”… isso também é uma ilusão criada pelo ego. O ego vai crescendo à medida que vamos evoluindo em termos espirituais (ou em qualquer outra área da nossa vida), acabando por se tornar o maior obstáculo a este mesmo desenvolvimento.

Todos nós conhecemos pseudo-iluminados, sensitivos, gurus auto-proclamados ou outros tantos que frequentam com assiduidade eventos e retiros melhores do que os dos outros. Também sabemos que, no mundo da “espiritualidade”, a competição, por vezes, se torna absurdamente mais forte do que noutros meios menos “zen”. Chega a ser ridículo.

Também há grupos e trabalhos espirituais que se assemelham a seitas, em que as pessoas parecem ficar acéfalas e consideram todas as outras pessoas desequilibradas. Assim que aprendemos a andar “sem coxear”, achamos que somos um cavalo lusitano de competição, lustroso e imbatível, e o ego atira-nos ao chão quantas vezes for preciso para nos retirar esse brilho artificial. O ego existe para nos proteger, é uma ferramenta necessária. Devolve-nos a nossa noção de indívíduo, de ser capaz. Todavia, o apego excessivo ao ego faz com que o ser humano pise outros seres humanos, cometa crimes e chegue a tocar o limiar do inumano. Tudo por medo.

Não temos de ficar “nus” perante todos… Não temos de nos expor em todas as situações, não temos de contar as nossas fragilidades e histórias sórdidas a toda a gente; no entanto, também não temos de nos proteger em demasia, usar uma armadura em sociedade, engolir uma crista ou deixar inchar o peito. A evolução enraíza no conhecimento, e o conhecimento só tem lugar na humildade e na experiência. Se extrapolamos o nosso ego e sentimos que temos tudo, sabemos tudo, fazemos tudo… então, só temos espaço para nada. Nada não é conhecimento. Nada não é desenvolvimento. Nada é nada e precisa de espaço para o que poderá ser.

Especialmente, o ego não deve servir para esconder as nossas fragilidades dos nossos próprios olhos. Afastemos as cortinas da ilusão. Lembremo-nos de que existe uma linha muito ténue entre ego e amor-próprio, todavia, são conceitos totalmente distintos.

O ego quer mostrar algo aos outros; o amor-próprio é verdadeiro amor por nós próprios, independentemente do que os outros pensam ou vêem.

Equilíbrio. Procura-se

Imagem promocional – Richard Peters

Anúncios

Real Love

orion_nebula_and_the_human_brain_by_dannywilten-d5w9rwn

Real love isn’t perfect or logical and, in most cases, it transcends rationality.

Perfect love isn’t ‘loves’ after all; it’s ‘flowers’, signs of infinite possibilities. Infinite possibilities are what is becoming, a permanent flow. At one moment, it’s perfect; at the next, it’s beyond imperfection. It’s polarities in progress to fit together. Some are more difficult to fit than others, of course! Some will never fit. Others stop fitting, only to regain the ability to fit together at a later date. But, essentially, love is out of the boxes. These boxes are the ‘has to’ that goes around in everyone’s mouth. It has to be perfect; it has to be like a Disney fairytale; it has to be like a romantic comedy from a Sunday afternoon movie; it has to be better than my friends’; it has to be the perfect son-in-law or daughter-in-law for the parents; it has to be a successful person; it has to be intelligent; it has to have good taste; it has to be pretty… IT HAS TO… Choose the rest of your sentence. Because the day you realise those sentences are the root of this fitting ‘problem’, you’ll stop feeling the need to fit.

You can’t choose love; you can’t think love; you can’t design love; you can’t tick it on a list; it doesn’t always please our parents; and it isn’t better or worse than anyone else’s. Love is love. And the more indefinable and indecipherable it is, the closest it is to (real) love.

Do you have to get married at 30? Do you have to have children between the age of 30 and 35? Do you have to be promoted by 35? Do you have to buy a house when you get married? Do you have to marry before you get pregnant? Do you have to travel before getting married? Do you have to… what? What has been in your mind since ever? What keeps you from being happy in a complete and unlikely way after all?

Not everything is the way we pictured it and how we planned it. Sometimes, it’s immensely greater; however, it doesn’t fit the mental box we’ve previously created. An adopted child may be much happier than a child raised by his/her biological parents. The same goes for a child raised by parents of the same sex… There are no rules. There are no definitions. There is no certainty. There’s impermanence and serendipity. May we learn to deal with the frustration of the problematic expectations we’ve created for ourselves. Let’s learn about impermanence.

Let’s live while dancing in the midst of uncertainty.

Tomorrow is a secret box. Control is but an illusion.

Musical suggestion:

Original text: Sant’yoga
Translation: Celina Marto (Portuguese » English)

Image: Danny Wilten

*****************************************************************

Os amores a sério não são perfeitos, nem lógicos e, na maior parte dos casos, transcendem o racional.  Os amores perfeitos não são “amores” afinal, são “flores”, signos de possibilidades infinitas. As possibilidades infinitas são devir, fluxo permanente.

Num momento, são perfeitos; no outro, imperfeitíssimos. São polaridades em trabalho de encaixe. Há encaixes menos fáceis, claro está! Há encaixes que nunca encaixarão. Há encaixes que desencaixam, para mais tarde encaixar. Mas, essencialmente, o amor é fora de caixas. A caixa é o “tem de ser”, que anda por aí nas bocas do mundo. Tem de ser perfeito, tem de ser como uma história da Disney, tem de ser como um final de uma comédia romântica de um filme de Domingo à tarde, tem de ser melhor do que os das minhas amigas, tem de ser o genro ou a nora perfeita para os pais, tem de ser umapessoa de sucesso, tem de ser inteligente, tem de ter bom gosto, tem de ser bonito/a…, TEM DE…. escolham o resto da frase. Porque no dia em que perceberem que essas frases são a raiz do “problema” de encaixe, deixam de ter tanta necessidade de encaixar.

O amor não se escolhe, o amor não se pensa, o amor não se desenha, não vai ao encontro de uma lista, nem sempre agrada aos nossos pais e, não é melhor nem pior do que o dos outros. O amor é o amor. E quanto mais indefinível e indecifrável, mais próximo do amor estará.

Tens de casar aos 30? Tens de ter filhos entre os 30 e os 35? Tens de ser promovido aos 35? Tens de comprar casa quando casas? Tens de casar antes de engravidar? Tens de viajar antes de casar? Tens de…. o quê? O que tens na cabeça desde sempre? O que te impede de ser feliz de uma forma totalmente improvável afinal?

Nem tudo é como imaginamos e como planeamos. Ás vezes, é imensamente melhor, todavia, não cabe na caixa mental que lhe inventámos previamente. Uma criança adoptada pode ser muito mais feliz do que uma criança que é educada pelos pais biológicos. Uma criança educada por pais do mesmo sexo, também… Não há regras. Não há definições. Não há certezas. Há impermanência e serendipidade.

Que aprendamos a lidar com a frustração das expectativas problemáticas que criámos a nós próprios. Aprendamos o que é a impermanência.

Vivamos a dançar no seio da incerteza.

O amanhã é uma caixa secreta. O controlo é uma ilusão.

Texto original: Sant’yoga
Imagem: Danny Wilten

Make LOVE, not sex!

twinflamemonogamy

A lot has been written and said about SACRED SEXUALITY at this ERA, even though for many people it’s no more than an unattainable and unintelligible concept.

MAKE LOVE, NOT SEX!

Sacred sexuality means looking at sex as a connection of two divine beings which breathe (each other) together, merged. This merging of the body is seen as a spiritual union of two beings, which at a given moment feel as ONE, united not only to each other but to the WHOLE.

The search for orgasm and physical ecstasy loses its importance when confronted with the potential of elevation and spiritual ecstasy attained in a sexual relationship of this type. The two live and feel in consciousness, uniting their chakras and their energy in an indescribable vibrational dance. The intellect loses the ability to describe and name the sensations and experiences lived through a sacred sexual relationship.

The incorporation of the masculine energy bonds with the incorporation of the feminine energy in sacred marriage, in alchemy. The masculine gives and the feminine receives. It’s important, though, to highlight that here the masculine energy and the feminine energy do not represent man and woman. In a homosexual relationship an exchange between an active element and a passive element will also occur, giving place to this cosmic dance just the same.

We’re not referring to man and woman but rather to masculine and feminine as energy.

Sacred sexuality is a road to the divine and a possibility to expand the level of consciousness of both. A deeper level of relationship is sought, as well as the healing of less healthy sexual behaviours.

Note that, for this to be possible, this cure must occur firstly at an individual level. Otherwise, our mental patterns of love and sex are so warped that we’ll end up attracting something quite different from the ‘energy’ of the true sacred union.

Sacred sexuality is an ancestral practice (art) that became lost and perverted over the human experience. Its misrepresentation culminated in sexual intercourse seeking only the ecstasy of orgasm in a frail and carnal connection, with no emotional or spiritual involvement. Many of us are currently at the stage of healing those patterns understanding that sex is, first of all, giving LOVE, pure and unconditionally, a homage to the divine being each of us IS, in essence. Sacred sexuality is the recognition of the other’s soul as well as our own through the body and the energetic communion. A meeting with the ESSENCE and the divine being we are.

The body is seen in the light of a new understanding and with another potential:

PENIS = (Sanskrit) LINGAM – Wand of light (giver).

VAGINA = (Sanskrit) YONI – Sacred space (receiver).

Understanding sacred sexuality correctly brings forth in us the respect for the body, preventing us from sharing it irresponsibly. It’s important to mention that when we share each other sexually we become receptive to the energies the other person carries, as well as to the respective blockages and/or energy from the people that person shares or has shared. It’s as if we went to bed with more than one person. If that person doesn’t live his/her sexuality in a conscious manner, he/she transmits karma and energy from other people to the person he/she is sexually involved with.

Thus, it is convenient:

* That we only get sexually involved with someone who honours us as we honour the other;

* That we make conscious choices;

* That we respect our body;

* That we prevent energetically ‘less clean’ people from reaching us intimately;

* That we perceive sexuality as something sacred;

* That we incorporate LOVE in our sexual intercourse;

* That our body be a channel to give and receive LOVE rather than a shell allowing the access to a physical orgasm;

It should be understood that the orgasm in sacred union goes far beyond the physical sensation and that it allows achieving unexplainable feelings and energies… only when both partners are at an evolution stage that enables this understanding and this transmutation. Sacred sexuality is about feeling unconditional love and blessings for becoming this infinite being capable of loving transcendently. This implies a meditative and contemplative experience; it implies breathing jointly and in consciousness.

Sexual intercourse may last a few hours (how many isn’t important) and during this period of time, time disappears… as well as space. It’s a flowing and convergence, a spiritual dance that, when all goes well, allows both partners to achieve other levels of consciousness. With no drugs. 🙂

The physical level merges with the emotional, energetic, mental and spiritual level.

In line with the previous considerations, there will also occur an activation of the Kundalini energy, creating a dance within our body between feminine and masculine energy (beginning at the base chakra – the root chakra – and ascending through the other chakras until it reaches the crown chakra which connects us to the universe and makes us feel unconditional love and feelings of blessing/happiness).

Our attention focuses essentially on our partner’s eyes. At a given moment, the heart expands… And in that expansion a door to the secret space of both souls is opened.

They become ONE, not only in one another and with each other, but with EVERYTHING, with the WHOLE, with the UNITY they are.

May sex be, first and foremost, the union of our longing to connection and plenitude. A union of cosmic consciousness.

You are ME –Momentous and entwined – honouring the special being we are, recognizing us in each other.

Complement:
http://gnosticwarrior.com/a-persons-approach-to-sexuality.html

Picture: unknown author
Translation (Portuguese»English): Celina Marto

Note: To explore and develop this subject we recommend reading things related to: alchemy; sacred sexuality; sacred feminine; sacred masculine; Taoism; Tantra; alchemical marriage; sacred union; twin flames; Kundalini; chakras; sublimation; oneness; unconditional love; Shamanism; (among other related subjects… For further information and clarification, contact us and we’ll try to help you within our capabilities and with the knowledge we have access to at this stage of our evolution).

***********************************************************************

Muito se tem escrito e falado sobre SEXUALIDADE SAGRADA nesta ERA, ainda que para muitos, isso não passe de um conceito poético inatingível e ininteligível.

FAÇAM AMOR, NÃO SEXO!

A sexualidade sagrada reside na visão do sexo como uma ligação entre dois seres divinos que (se)respiram juntos, em fusão.
Esta fusão do corpo é encarada como uma união espiritual de dois seres que a dada altura se sentem UM, em união não só um com o outro mas com o TODO.
A busca do orgasmo e do êxtase corporal perde “valor” face ao potencial de elevação e êxtase espiritual atingido numa relação sexual deste calibre.
Os dois vivem e sentem em consciência, unindo os seus chakras e a sua energia numa dança vibracional indescritível. O intelecto perde a capacidade de descrever e nomear as sensações e experiências vividas numa relação sexual sagrada.
A incorporação da energia masculina une-se com a incorporação da energia feminina em casamento sagrado, em alquimia. O masculino dá e a o feminino recebe.
Será importante salientar contudo que aqui a energia masculina e a energia masculina não representam o homem e a mulher. Numa relação homossexual, haverá também uma troca entre um elemento ativo e um elemento passivo, existindo esta dança cósmica da mesma forma. Não falamos aqui da mulher e do homem mas antes do masculino e do feminino, enquanto energias.

A sexualidade sagrada é um caminho para o divino e uma possibilidade para a expansão do nível de consciência de ambos.
Procura-se um nível mais profundo no relacionamento, assim como a cura de comportamentos sexuais menos saudáveis.
Atenção que, para que isto seja possível, essa cura tem de ser realizada a nível individual primeiro, caso contrário, aquilo que guardamos nos padrões mentais sobre amor e sexo está tão deturpado que atraímos algo bem diferente da “energia” da verdadeira união sagrada.

A sexualidade sagrada é uma prática (arte) ancestral que se foi perdendo e pervertendo ao longo da experiência humana. A sua deturpação culminou nas relações sexuais que buscam apenas o êxtase do orgasmo numa ligação ligeira e carnal, sem qualquer envolvimento emocional e espiritual. Muitos de nós encontram-se na fase de curar esses padrões entendendo que o sexo é antes de mais transmissão de AMOR, puro e incondicional, uma homenagem ao ser divino que cada um É, em essência. A sexualidade sagrada é um reconhecimento da alma do outro e da nossa através do corpo e da comunhão energética. Um encontro com a ESSÊNCIA e com o ser divino que somos.

O corpo surge à luz de outro entendimento e com outro potencial:

PÉNIS=
(Sânscrito) LINGAM – Wand of light (vara de luz – emissor)

VAGINA=
(Sânscrito) YONI – Sacred space – (espaço sagrado – receptor)

O correto entendimento da sexualidade sagrada gera em nós o respeito pelo corpo, fazendo com que não o partilhemos de forma irresponsável.
Será importante referir que quando nos partilhamos sexualmente com outra pessoa, ficamos recetivos às energias que transporta, assim como respetivos bloqueios e/ou energia das pessoas com quem essa pessoa se partilha ou partilhou. É como se nos enfiássemos na cama com mais do que uma pessoa. Se essa pessoa não gere a sua sexualidade de forma consciente transmite karma e energia de outras pessoas para a pessoa com quem se envolve sexualmente.

Assim será conveniente:

*Que apenas nos envolvamos sexualmente com quem nos honrar como nós honramos o outro
*Que façamos escolhas conscientes
*Que respeitemos o nosso corpo
*Que impeçamos pessoas energeticamente “menos limpas” de chegarem a nós de forma íntima
*Que passemos a encarar a sexualidade como sagrada
*Que integremos o AMOR nas nossas ligações sexuais
*Que o nosso corpo seja um canal transmissor e receptor de AMOR, mais do que um invólucro que permite aceder a um orgasmo físico

Entenda-se que o orgasmo em união sagrada vai muito além da sensação física e que permite aceder a sensações e energias inexplicáveis… só e apenas quando ambos se encontram num estágio de evolução que permita este entendimento e esta transmutação.

Sexualidade sagrada tem a ver com o sentimento de amor incondicional e benção por sermos um ser infinito capaz de amar de forma transcendente.
Implica uma experiência meditativa e contemplativa, implica respiração conjunta e consciência.
Uma relação sexual sagrada pode durar algumas horas (não interessa quantas) e durante este espaço de tempo o tempo desaparece… assim como o espaço. É um fluir e confluir, uma dança espiritual que, correndo bem, permite a ambos atingirem outros níveis de consciência. Sem drogas.:)

O nível físico funde-se com o emocional, energético, mental e espiritual.

Seguindo as considerações anteriores, haverá também um ativamento da energia kundalini, criando-se uma dança dentro do nosso corpo entre a energia feminina e masculina (com início no chakra da base – na raíz – subindo pelos restantes chakras até atingir o chakra da coroa que nos liga ao universo e nos faz sentir o amor incondicional e a sensação de benção/felicidade).

A nossa atenção foca-se essencialmente nos olhos do/a parceiro/a. O coração a dada altura expande… E nessa expansão abre-se uma porta para o espaço secreto de ambas as almas.

Tornam-se UM, não apenas um no outro e um com o outro mas com TUDO, com o TODO, com o UNO que são.

Que o sexo seja acima de tudo a união do nosso anseio de conexão e plenitude.  Uma união da consciência cósmica.

Tu és E.U. – especial e UNO – Honrando o ser especial que somos, reconhecemo-nos no outro

«Mas é seguro aqui, amigo/a.
É seguro sentires-te sem proteção
Vulnerável, cru, aberto/a.
Sem julgamento, sem vergonha, sem culpa.
Apenas este espaço aberto,
Este campo que abraça.
O meu coração está aberto;
Sem nada para provar;
somos suportados pelo chão.»
~ Jeff Foster

Santiago, returning to…

DSC_0502 web

more photos here

If traversing the Camino de Santiago (or the Way of St. James), by foot with a backpack on your back, symbolized a rather absurd idea of “holidays”, repeating that same Camino begins to look like masochism. However, those who have done it, usually, end up repeating it, which can only be understood by those who have tried it and lived this experience in person.

This year, we have raised our challenge, or life has raised it for us. Actually, the fact that we were multiplied by 2, making a total of 8 women, brought about new issues related with group dynamics. Different rhythms, different personalities, different needs, different goals… Although all different, all the same. We all felt the Camino intensely and we all receive valuable lessons from it. And because we were all female, inevitably, a circle of (potential) healing of the sacred feminine was formed; with greater consciousness in some of us and a bit more distant one in others. The repercussions of this healing will echo far away, perhaps, into eternity.

What each of us felt remains solely with that person, even though the Camino has been shared. For those who have repeated it this year, the journey proved harder; for some, physically, for others, emotionally. For the first-timers, there was a surprising lightness and/or a freeing weight, a bit of each depending on their wishes, needs and expectations. In both cases, wings were opened, while the walk close to the ground tried to root them.

A bad temper here, an indisposition there, cold water baths, a pretty decent wet, feet with blisters, soaking wet clothes, Achilles’ heels (both real and metaphorical), blocked shoulders… and awareness. A bath of emotions.

Whoever said we always return from the Camino feeling happy was wrong. Sometimes, we return overwhelmed, hurt and sad. Whatever is necessary for us to continue the true walk, the walk of life, because life, as well, has its ups and downs, climbing and descending, twists and turns, abandonment and disappointment, fears and blockages.

Some even walked further 3 miles by mistake (1.5 by mistake and another 1.5 to come back).

May we always complete the Camino with strength and beauty in our heart. Tranquillity shall find us.

Safe Camino to all the brave ones.

»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»

Se fazer os caminhos de Santiago a pé com uma mochila às costas já simbolizava uma ideia meio absurda enquanto ideia de “Férias”, repetir o caminho já parece masoquismo. Todavia, quem já o fez, geralmente repete, o que será apenas compreensível para quem já experimentou e viveu a experiência em “presença”.

Este ano desafiámo-nos ainda mais ou a vida desafiou-nos mais ainda.

Na verdade, o facto de nos termos desdobrado em 2, perfazendo um total de 8 mulheres fez com que questões que se relacionam com dinâmicas de grupo surgissem. Ritmos diferentes, feitios diferentes, necessidades diferentes, objetivos diferentes. Ainda que todas diferentes, todas o mesmo.:)

Todas sentiram o caminho de forma intensa e todas retiraram dele lições valiosas. Por sermos só mulheres, inevitavelmente, formámos um círculo de cura (em potencial) do sagrado feminino, mais consciente numas e mais longínquo noutras. As repercussões desse trabalho de cura ecoarão longe, quiçá, na eternidade.:)

O que cada uma sentiu fica consigo e apenas consigo, ainda que o caminho tenha sido partilhado.
Para as que regressaram este ano, a jornada tornou-se mais dura; para umas em termos físicos, para outras em termos emocionais.
Para as que se estrearam, houve leveza surpreendente e/ou peso libertador, um bocadinho de cada consoante os desejos, as necessidades e as expectativas. Em ambos os casos, as asas abriram e o caminho rente ao chão tentou enraizá-las.

Um mau feitio aqui, um mal estar ali, banhos de água fria, uma molha com algum jeito, bolhas nos pés, roupa encharcada, calcanhares de Aquiles reais e metafóricos, ombros bloqueados… e consciencializações. Um banho de emoções.

Quem disse que regressamos sempre felizes dos caminhos engana-se, por vezes, vimos atordoados/as, magoados/as e tristes. Aquilo que seja necessário para continuarmos a verdadeira caminhada, a da vida, porque na vida também há altos e baixos, subidas e descidas, curvas e contra-curvas, abandonos e desilusões, medos e bloqueios.

Até houve quem fizesse 5 kms a mais por engano. (2,5 por engano e os outros 2,5 para voltar).

Que façamos sempre o caminho com força e beleza no coração.
A tranquilidade a nós virá.

Bom caminho para todos/as os/as corajosos/as.

TRADUÇÃO (para inglês): Celina Marto

Tempos*con*fusos

Por vezes, há períodos conturbados e confusos nas nossas vidas.
Parece que estamos fora da nossa própria vida e que pouco ou nada faz sentido. Somos confrontados com bombardeamentos de novidades e de notícias tanto bonitas como menos bonitas e não sabemos bem gerir as emoções e a integração de tanta informação. Há dias em que nos parece que nos viraram de pernas para o ar, que retornámos ao passado, que tudo acontece num ápice ou que tudo acontece de forma contrária ao que era suposto. Noutros dias não entendemos mesmo nada. Tentamos entender e não conseguimos.

Nesses períodos deveremos ter paciência e entender que tudo está como deve estar, independentemente de algumas coisas nos parecerem menos “boas”. Tudo tem um rumo e um sentido e esse caminho também está nas nossas mãos, ou melhor, na nossa mente.

Tudo encaixa no puzzle um dia mais tarde.

E quanto a notícias bonitas e mensagens boas, às vezes, o nosso entendimento ainda não consegue digerir por ter passado demasiados anos a integrar episódios menos felizes e des(ilusões).

Se trabalhamos a nossa cura de forma consciente e se nos esforçamos ativamente para alterar crenças e padrões obsoletos que não fazem jus ao ser divino que somos, essa transformação eventualmente dará frutos na nossa vida real, materializando as nossas novas crenças e tornando possíveis os nossos sonhos (à medida que vamos eliminando bloqueios). As diferenças são subtis mas começam a sentir-se.
Então, nestes períodos confusos, sugere-se meditação, integração, enraizamento, muita tranquilidade, contacto com a natureza e sono regenerador. Uma nutrição de qualidade também ajudará na integração e na digestão.

Aos poucos, recuperaremos o equilíbrio e o entendimento, integraremos a confusão transformando o caos em “ordem” e reforçaremos a já existente resiliência.

Que esteja sempre “presente” em nós a ideia de que a nossa mente co-cria a realidade e que SABER é PODER.