Amor incondicional?

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Existe uma vasta panóplia de religiões, doutrinas e filosofias a utilizar o conceito de “amor incondicional” como alicerce.
Este conceito é lindíssimo e poderoso, quando entendido. Todavia, é perigoso, quando mal interpretado. O amor incondicional deve começar por nós e isso significa que, perante a ameaça da nossa integridade física, psicológica ou espiritual (na verdade a sua interligação faz com existam em “inter-relação”) nos devemos proteger a nós e não proteger incondicionalmente quem (intencionalmente ou não) nos agride ou ameaça, permitindo a “agressão” de forma continuada. Claro que podemos perdoar, tentar entender e “amar” o outro mas, a nossa vida deve ser prioridade, de outra forma não estaremos a amar-nos a nós.

O agressor alimenta-se da energia de medo e insegurança do lado da vítima.
O agressor ganha poder e a vítima perde amor próprio.
É um jogo que pode levar à morte (simbólica ou real).

Podemos sentir compaixão mas sair do jogo… com isso amamo-nos a nós e amamos o outro porque deixamos de alimentar o monstro. Isso também é amor e só pode levar à evolução de ambos. A traição e o abandono são também “assassinos silenciosos” (simbolicamente) no sentido em que a vítima perpetua o seu sentimento de não merecimento de um amor seguro e honesto e o “carrasco” perpetua o impulso da traição ou o impulso da fuga de um relacionamento profundo.

Perdoar o nosso «inimigo» (aqui entendido num sentido lato) e entendê-lo pode servir para rompermos com o padrão e para a sua evolução. Impedimos que o padrão prossiga em forma de dominó e ao mesmo tempo “conduzimos” duas almas para a evolução. Então o amor incondicional deve ser entendido corretamente, no sentido em que nem tudo é permitido, especialmente quando nos causa sofrimento. Estará nas nossas mãos a decisão de sermos ativos ou reativos. De co-criar ou de nos resignarmos.
O amor incondicional por um/a companheiro/a pode passar pela aceitação de que essa pessoa ama outra pessoa e será mais feliz com ela.

Amemo-nos uns aos outros, com pés e cabeça. Começando por nós e pelo nosso equilíbrio. Amando-nos a nós, já estaremos a ajudar os outros nesse caminho, mesmo sem fazermos nada em prol disso.
O outro dá-nos reflexos de quem somos e da energia que temos em dada fase, então, de alguma forma, quando nos fazem mal, ajudámos a criar essa situação com as nossas crenças e a nossa falta de amor próprio. Ou seja, a falta de amor por nós próprios criou a falta de amor do outro por nós. É um perigoso jogo vicioso. Amor incondicional refere-se ao RESPEITO por nós e pelo OUTRO.
Entenda-se que podemos e devemos amar independentemente das circunstâncias, todavia, não temos de viver em sofrimento e temos sempre a escolha de nos afastarmos de alguém que não demonstra amor por nós.
Podemos amar sem esperar nada em troca. Não podemos é permitir que nos “agridam” de alguma forma. Mesmo que de forma moral.

«Unconditional love is loving without limitations, conditions or reservations. It is based on an attitude of complete acceptance which means you decide to love other people – and yourself too, of course – by being happy with them just as they are, without needing to change them in any way, allowing them to grow, to be all that they want to be for themselves, even if this does not include you or fit with your plans.»
http://www.vitalaffirmations.com/unconditional-love.htm#.Vs7lhX2LR1t

Será sempre interessante traduzir esta frase aplicando-a a nós próprios:

«Amor incondicional é amarmo-nos sem limites, condições ou reservas. Baseia-se numa atitude de total aceitação o que significa que decidimos amar-nos a nós próprios – sendo felizes com aquilo que somos, sem necessidade de mudarmos quem somos, permitindo o nosso crescimento e a capacidade de sermos tudo o que queremos ser, mesmo que isso não inclua o outro e que o outro não se inclua nesse plano.»

Por vezes, amar é “deixar ir” ou definir limites.

«(…) the most compassionate people on the planet are the ones with the highest boundaries.»

Can You Navigate Love With Healthy Boundaries?

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