Parar é VIVER!

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Quando o mundo te puxa… quando não param de te telefonar, de enviar mensagens e de pedir apoio, tanto a nível pessoal como profissional… quando sentes que estás a “crashar” porque não consegues lidar com tanta coisa em tão pouco tempo…

…quando precisas de parar, de respirar, de sossegar, de meditar, de tomar um banho relaxante, de ouvir uma música calma… O QUE ESCOLHES FAZER?

Escolhes-te a ti ou escolhes o(s) outro(s)?

Lembra-te que se não estiveres bem não consegues apoiar/ajudar os outros e que será importante PARAR e re-energizar, quanto mais não seja para estabilizar os níveis energéticos.

Quando o mundo te puxa, corta a corda, desliga o telemóvel, coloca-te offline, escolhe retirar-te da “frente de batalha”.
A vida continuará e mais tarde descobrirás que metade das questões se resolveram por si. A outra metade esperou que regressasses fresco(a) e com maior capacidade de discernimento e de resposta.

Quando o mundo te suga… coloca uma barreira!

A tua saúde física e mental é sempre prioritária.
Estabelece prioridades e descarta o que não é urgente. Deixa isso para um dia em que te sintas com outra energia.

Devagar e com alto nível de concentração, o trabalho correrá muito melhor e as relações pessoais fluirão mais harmoniosamente.
Se estás a à beira de um ataque de nervos, RESPIRA.
És tu quem manda na tua vida, mesmo que estejas no trabalho e com mais 6 horas pela frente (vai à casa de banho e respira devagar durante 3 minutos).

PARAR é VIVER!

“Há muito, muito tempo, o nosso mundo era muito diferente (…) havia menos gente e vivíamos mais perto da TERRA. As pessoas conheciam a linguagem da chuva, das plantações e do grande criador. Sabiam até falar com as estrelas e com o povo dos céus. Estavam cientes de que a vida é sagrada e provém do casamento entre a mãe TERRA e o pai CÉU.”
Gregg Braden, in «A matriz divina»

Ups, andamos a perverter frases feitas.

Fotografia: Rute Violante
Escócia, 2014

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Amor colorido ou a preto e branco?

 

Na infância, pintamos as histórias de amor de cor de rosa… Na idade adulta, fruto de crenças enraizadas, “dores” vivenciadas e medo de amar, surgem outras cores nos relacionamentos que praticamos com o “par romântico”…
Sem perceber bem “como” ou “para quê” – às vezes, entramos na “espiral” que foge do compromisso, da responsabilidade bela e expansiva que também faz parte de partilhar a vida e o corpo com o/a “eleito(a)” que o coração e as hormonas “escolhem”… da vontade de construir, sentir e crescer em conjunto…porque claro… tudo isto “dá trabalho”, leva tempo, paciência, respeito… enfim… o significado mais elevado de “partilhar”.

Talvez as amizades coloridas e os namoros “mais ou menos” tenham surgido como resposta à (r)evolução da sociedade – à rapidez alucinante com que tudo acontece, necessidade de prazer imediato, poder sedutor da imagem humana fabricada no PhotoShop, carga de trabalho excessiva, alteração dos padrões familiares e amorosos que até aqui existiam. Será que somos “mesmo” mais avançados e livres a viver assim?…

É bom mudar – mas podemos refletir sobre os pontos sensíveis que afetam as relações dos homens e mulheres apanhados nesta “modernidade”. A mulher emancipou-se e na cavalgada de expressão do seu poder infinito …o homem que antigamente a “cortejava” para casar e sustentar a família, deixou de se esforçar. Nos “parceiros coloridos” – cada um é “independente” (quando deveria ser interdependente).
Para quê correr o risco de partilhar verdadeiramente a vida com outro alguém e aprender sobre amor num relacionamento? Porém… se esta é a “tendência”… onde está a magia que advém da união de um casal que constrói em amor? Em vias de extinção? Esperemos que não.. porque tudo é preciso!

Na explosão da cor que surge duma ligação colorida, depois do primeiro passo de intimidade estar feito… é um “quero estar contigo” mas não me quero “envolver”, não me quero apaixonar ou sofrer, não estou preparado(a) para uma relação… de repente… do amor passou-se a este “jogo desgastante”… Se este tipo de relacionamento é uma escolha consciente de todos os envolvidos, porque não?!? Somos livres. Mas a falta de esclarecimento da “cor” que cada um dos envolvidos atribui ao relacionamento também pode conduzir a emoções destrutivas e fugazes!! E isto pode doer… e “fechar corações”! Oh se pode!!!
Neste jogo, inicialmente ambos fingem que são apenas amigos e que não têm interesse um no outro no contexto sexual ou amoroso até que as coisas simplesmente acontecem, como se tropeçassem perto da cama e caíssem um em cima do outro!! O fingimento não serve de nada porque ambos sabiam que ia acontecer e as pessoas à volta também… Neste jogo, não há carinhos na rua, não há mãos dadas, não há apresentações à família, não há planos conjuntos de futuro, não há jantares com outros casais, não se pode falar de filhos e especialmente nunca se dão prendas ou se fazem declarações amorosas. Se isso acontecer, esse jogador perde porque cede ao amor. Eventualmente, terá de pagar juros ao Ego.
Neste jogo, não se combina o Natal, passagem de ano, férias conjugais…
Neste jogo não vivem juntos e nunca planeiam suas vidas a médio prazo… apenas encontros. Vendo isto escrito assim… perguntamo-nos se este cenário não estará mais próximo da “separação” do que da “união” (amor)… então para quê estar-se ilusoriamente juntos?!?
Será que faz sentido viver relações virtuais em carne e osso?
Neste jogo pode haver o “experiente na conquista” e o “ingénuo amador” … é provável que ambos apenas procurem esconder as suas fragilidades e inseguranças… como se estas dimensões do ser humano não existissem em todos nós… abrindo espaço para auto-boicote,  vitimização, falta de amor próprio, manipulação…  drama!

No aspeto romântico e porque sim… ainda há pessoas que, por exemplo, querem ser pedidas em casamento no “figurino” demodé… ninguém tem de se lembrar da data de início do namoro porque nunca houve um “início”, houve apenas um início de negação à entrega. Logo, também não há um romper ou finalizar da “amizade”.
Então… aquilo que já é um relacionamento acaba por não ser uma relação. Resta questionar para refletir – Será que assim se consegue mesmo fugir às emoções e aos medos? Será que aprendemos alguma coisa humanamente significativa nestas vivências?

A menos que ambos caiam nas garras do amor sem querer, as coisas correm sérios riscos de sair menos bem porque, afinal, nunca houve honestidade ou tomada de responsabilidade… vontade de conhecer o universo divino da pessoa dos “encontros”. Tudo para provar a nós mesmos que num envolvimento íntimo (graças aos vários encontros com um mesmo par) é possível descartar os aspetos “chatos” de uma relação. Será isto que se pretende provar?

Assim, no meio do arco-íris, as cores são a ilusão (indefinidas) e a “amizade” é uma coisa diferente… a não ser que seja uma “fusão” da amizade com um relacionamento que não se quer relação. Ou será uma one night stand a ecoar em loop? Haja criatividade… principalmente para depois suportar as consequências do processo!

Na Simplicidade… complicar para quê? Algumas relações duram – outras não. [Cada relacionamento que termina te coloca mais próximo(a) do verdadeiro amor]. Algumas relações têm grande impato na nossa vida – outras não. Algumas são homossexuais – outras não. Algumas monogâmicas – outras não. Sejam como forem… é importante que todos os envolvidos conheçam a realidade em que se estão a meter. E independentemente do que já todos sofremos com relações… todos também sabemos o quão bonitas e construtivas elas podem ser (mesmo quando não resultam) porque os humanos crescem em ligação uns com os outros – em comunidade. A verdade é que cada relação nos chega para aprendermos sobre nós mesmos – sobre os nossos potenciais, limites, força.. conhecermo-nos a nós mesmos é o verdadeiro “trabalho” de uma vida humana. É bonito estarmos apaixonados e entregarmo-nos ao AMOR nas várias expressões sem medo… é a nossa natureza original. Para quê fugir do Amor?

Rendamo-nos ao Amor que ensina, cura e constrói!!! Simples assim…

 

Equilíbrio em andamento

A vida é como um comboio. Em andamento dificulta-nos o equilíbrio.
A chave da tranquilidade residirá na capacidade de nos mantermos firmes face aos estímulos externos  que nos tentarem “desorientar” e na aplicação da flexibilidade em situações que assim o solicitem.
A vida desafia-nos a fazer torções constantes (desafios) testando a nossa resiliência.
Às vezes os ventos parecem fortes e as curvas apertadas. Outras vezes, chove muito (emoções) e não vemos a luz ao fundo do túnel.
Há passageiros novos nalgumas paragens e outros que vão saindo pelo caminho.

Cada passageiro novo que conhecemos traz consigo uma experiência diferente e uma aprendizagem nova (ou várias).

Neste comboio, o bilhete já está pago mas há sempre quem ande a conferir se nos lembramos que o temos e se estamos no comboio certo.

Há paragens bruscas, há paisagens suaves que devem ser contempladas em maravilhamento e o comboio vai apitando (reação ao medo) pelo caminho.

Lembremo-nos que o que mais importa é tentar manter o equilíbrio.
Não seremos nós próprios os maquinistas?
Não será afinal o que sentimos dentro o que veremos fora?

Mantenhamos a calma e continuemos o caminho.
A viagem é maravilhosa se a soubermos VER com olhos de ver.

Produção: Celina Marto e Liliana Gonçalves
Yoga: Liliana Santos
Fotografia: Rute Violante

Viagem de comboio de Santiago para Valença (após o término dos 7 dias dos caminhos de Santiago – 2015)

Caminhos de Santiago – para quê?

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Porquê passar uma semana de férias a caminhar com uma mochila às costas?

A resposta está na própria pergunta.
Para caminhar com “a vida” nas costas e com isso fazermos “férias” da nossa vida quotidiana e rotineira e da nossa mente que nos mente continua(mente).

A mochila simboliza o peso que carregamos, a nossa própria vida, o nosso passado, os nossos sonhos, a nossa ansiedade, o nosso ego, o apego e até as necessidades supérfluas.

“Conhece o que levas na mala e conheces-te a ti próprio/a…”
A mochila representa os pensamentos que nos complicam a vida e nos turvam a visão sobre o amor e sobre a verdade.

Que peso carregas às costas? Quanto desse peso consegues descartar e continuar a viver?
A resposta é quase óbvia: Todo!

Na verdade, se formos honestos e se analisarmos sem ponta de medo, podemos sobreviver apenas com água e alguma comida  (desde que a nossa saúde não esteja ameaçada previamente). A roupa pode ser a mesma (ou quase) durante a semana toda desde que nos vamos passando por água e desde que devidamente agasalhados se estiver frio.

Admita-se que é bom e cauteloso termos um teto para dormir que esteja protegido do frio, da chuva e de animais selvagens.

E mais?
Mais nada!

De resto, é uma viagem dentro, mesmo que estejamos a passear “fora” da nossa zona de conforto.
O silêncio, a natureza, a ligação ao corpo que se faz sentir e que nos pesa na raiz liga-nos irremediável e felizmente à TERRA e esta conexão faz-nos sentir a verdade, o ser puro que habitualmente se esconde nas ilusões e nas máscaras que assumimos numa sociedade cada vez mais desconectada.
Assim, a ligação faz-se pelo desligar dos papéis que teimamos em assumir.
Cada esquina se enche de mensagens e de momentos “A-HA” em que entendemos o indecifrável ou em que percebemos que não havia nada para decifrar afinal.
O caminho é a felicidade. Quando chegamos temos vontade de recomeçar.

Fazer os caminhos de Sant’Yoga é ajoelharmo-nos perante a vida e gritarmos para dentro:
Olá, quero-te conhecer! Estás vivo/a ou andas a sobreviver?

É lamber feridas que já lá estavam mas não se mostravam!
É fazer “feridas” para saber onde elas se escondem…

Metáforas

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Se habituarmos o nosso cérebro a “ver” e entender metáforas, receberemos valiosas mensagens a cada dia que passa.
Tudo se relaciona… tudo está ligado e estamos todos unidos de alguma forma, visível ou invisível, perceptível para nós ou não.

Para dar alguns exemplos:

Andorinhas: Primavera, mudança, transformação, boas notícias
Asas: liberdade, voo, expansão
Borboleta: metamorfose, transformação
Porta: entrada, caminho (significado dependerá do facto da porta aparecer aberta ou fechada)
Luz: esperança, libertação, paz
Coração: amor
Água: emoções
Chave: segredo, entrada, senha de entrada
Estrada: Caminho
Cancela fechada: De momento não é possível ir por esta via (aplicando-se ao que estivermos a pensar ou mesmo a fazer)

Claro que os significados dependerão também do receptor das “mensagens” porque uma borboleta por exemplo pode ter algum tipo de simbolismo e de memória associada para uma pessoa específica que não terá para outra.

Independentemente disso, vale a pena estarmos atentos aos sinais, aos símbolos, às imagens, aos títulos dos livros e dos filmes, às encomendas que recebemos no correio ou mesmo aos objectos que adquirimos ou que nos oferecem.

A vida presenteia-nos com mensagens se estivermos atentos… se estivermos distraídos as mensagens perdem-se.

Fotografia: Rute Violante / Sant’Yoga

Ovos verdes no forno

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Ingredientes:

Ovos (de 6 a 10) – de preferência caseiros
Limão (1/2)
Azeite (2 colheres de sopa)
Salsa (2 raminhos pequenos cortadinhos)
Sal e pimenta (a gosto)
Pão ralado* (de pão integral ou pão sem glúten se houver essa necessidade)

Começar por cozer os ovos.
Descascá-los e dividi-los a meio.
Retirar as gemas cozidas para um prato fundo. Calcar os ovos com um garfo, retirando-lhe a forma. Juntar azeite, sumo de meio limão, a salsa, sal e pimenta e mexer tudo muito bem.
A consistência da pasta deve ser idêntica à do patê. Se estiver solta, deverá adicionar-se azeite.

Voltar a encher as metades de ovo. Forrar com ovo e pão ralado ou outra opção (eventualmente apenas o ovo).

Levar ao forno e deixar ficar até corar.

Bom apetite ❤