Raiz

Por vezes, recebemos desafios que nos obrigam a procurar a raiz de um bloqueio pessoal, a razão pela qual nos acontece algo de forma recorrente e persistente.
A melhor forma de abrir os olhos é olhando para dentro, mergulhando e nadando até águas mais profundas, sem medo do que vamos encontrar.

Onde está o bloqueio? Onde reside a dor?
Qual o ponto exacto em que “sangra”?
De onde vem essa avalanche que nos quer derrubar?
Quando começou?
Quantas vezes aconteceu?
Como reagimos das outras vezes?
Temos repetido um padrão?
Como trocamos as voltas a nós próprios, alterando o comportamento padronizado?
Porque temos medo de inverter o comportamento?
Qual é “O MEDO” que se esconde em toda esta engrenagem?

Para nos aproximarmos da raiz…

Podemos meditar;
Podemos ir ao encontro da natureza;
Podemos sentir os pés despidos na erva, nas raízes, na água, na areia, nas folhas;
Abraçar uma árvore;
Fazer uma conversa interna;
Dialogar com a nossa criança interior;
Saber estar em silêncio;
Afagar a alma, compreendendo-a;
Descartar a culpabilização permanente que nos parece acompanhar;
Escrever uma carta ao nosso “eu” magoado;
Fazer uma conversa real ou imaginária com quem nos magoou no passado;
“Obrigar” o nosso coração a chorar ou aceitar esse choro quando ele vier espontaneamente;
Encontrar a dor; Aceitá-la; Perdoá-la; Perdoarmo-nos a nós; Perdoar os outros;
Tomar consciência das nossas fraquezas e transformá-las em “forças” de transcendência;
Aceitar que co-criámos o que nos acontece, procurando perceber porque criámos experiências com sabor amargo (o que está na base?).

Entendamos que o passado não tolda o presente e que temos nas mãos a chave da mudança. Temos sempre escolha e a possibilidade de mudar o rumo do nosso destino e das experiências que atraímos.
Precisamos de ter “olho de tigre”. Dar um grito. Resgatar o nosso poder pessoal. Confrontar. Enfrentar. Ir à raiz e compreendermo-nos a nós próprios, despirmo-nos de falsas crenças, ficando cada vez mais “fortes” e confiantes em relação ao que somos.
Isso é amor e um ato de compaixão por nós próprios.
Diz-se frequentemente que o primeiro amor é o que mais nos marca. Ora se também se diz que o primeiro amor é por nós próprios, passou-nos quase sempre ao lado.

Estamos a tempo de o resgatar. ❤

Na maior parte dos casos, a nossa criança interior está assustada a um canto à espera que 30 ou 40 anos depois nos cheguemos a ela e a agarremos ao colo. No entanto, andámos 3o ou 40 anos à procura desse colo fora de nós.

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