Caminhando para 2016

 

AT 2016…

We want to get rid of clocks and live by the rising sun

worship the moon

live on our own terms

fall in love with everyone we meet

walk off the beaten path

collect love stories to tell

Oh Yeah!

Fotografia: Cristiano Justino​

Anúncios

Lança-te

Rute Violante_resiliencia_15

Há dias em que pensamos que não alcançaremos determinados sonhos e que não conseguiremos transpor as limitações e as barreiras que nos são impostas ou que impomos a nós próprios.
Há dias em que nos resignamos e nos retraímos, reduzindo o nosso potencial à “mediocridade” socialmente formatada, nivelada e limitada.
Quaisquer que sejam os parâmetros socialmente aceitáveis, quaisquer que sejam os sonhos dos outros projectados em nós, quaisquer que sejam as dificuldades, quaisquer que sejam os medos… Tudo é possível!

O ano novo vem aí, está na altura de um salto quântico.
Libertemos medos e transcendamos modelos e sonhos que não são os nossos.
Não somos mais ou menos, somos o que somos e essa verdade reside apenas e só no nosso interior, podendo e devendo expandir ao longo da nossa vida!

Seguem alguns exemplos de quem agiu contra tudo e todos transcendendo estigmas, padrões, dificuldades, preconceitos e supostas limitações pessoais ou sociais…

*Karl Marx deveria ter seguido as pisadas do pai tornando-se advogado mas em vez disso, tornou-se filósofo, tendo passado por dificuldades financeiras gravíssimas devido a essa escolha.
*Sophia Kalos (Callas), depois de 8 mudanças de casa e 5 mudanças de escola, descobriu a música quando a mãe comprou um fonógrafo. A música tornou-se rapidamente e de acordo com as suas próprias palavras, “um remédio para o seu complexo de inferioridade”.
*Caravaggio, filho de um pedreiro, tornou-se um dos maiores pintores de todos os tempos ao usar pessoas do povo, ladrões e criminosos como modelos.
*Denis Diderot, que o pai destinara ao sacerdócio, acabou por se tornar um célebre e polémico escritor ateu e um dos maiores inimigos da Igreja.
*Henri Matisse descobriu a pintura na altura em que teve uma apendicite pela mão da sua mãe que lhe ofereceu nesta altura um estojo de tintas de várias cores. Abandonou os estudos de direito contra a vontade do pai para se tornar pintor.
*Frida Khalo, conhecida na infância por “Frida perna de pau” por ter ficado com uma perna atrofiada devido a uma poliomielite e condenada a uma vida numa cama por dois anos devido a um acidente grave de autocarro, começou a pintar nesta altura, invertendo o seu percurso, anteriormente direccionado para a Medicina.
*Janet Frame, diagnosticada como esquizofrénica, cedo se apaixonou pela literatura, contudo, acabou por se ver internada num hospital psiquiátrico. Prestes a ser submetida a uma lobotomia (prática comum nesta época), foi salva pelo seu primeiro prémio literário. Depois de libertada da instituição, publicou 13 romances, várias novelas, muitos poemas e uma autobiografia.
*Kurt Cobain foi expulso de casa pela mãe por ter decidido deixar de estudar. Sobreviveu através de pequenos trabalhos e biscates que foi fazendo no meio musical e depois do fracasso das duas primeiras bandas, reuniu o grupo “Nirvana” em 1989 com o qual acabou por obter um sucesso galopante e com o qual se “imortalizou”, continuando a ser uma das grandes referências musicais nos dias de hoje. Pouco tempo depois, suicidou-se.
*Ray Charles cegou aos 7 anos de idade, idade em que a mãe o enviou para uma escola especial vocacionada para crianças surdas e cegas. Aí foi iniciado na composição, no piano e no saxofone. Ficou orfão de pai e mãe aos 15 anos, tendo sobrevivido a cantar em bares. O seu primeiro grande Hit foi conquistado aos 19 anos de idade. Hoje é considerado o grande génio e mestre do Rhythm & Blues.
*John Lennon, criado por uma tia, mau aluno e rebelde, não chegou a concluir o liceu. Apoiado por um professor foi encaminhado para as Belas Artes, por onde foi ficando sem sentir grande vocação. Apaixonou-se pela música de Elvis Presley, começando a aprender a tocar guitarra e tentando imitá-lo. O resto já se sabe…
*Helen Keller, ficou surda e cega em consequência de uma doença aos 19 meses. Ingressou numa escola direccionada para cegos, tendo sido a primeira mulher cega e surda a adquirir um certificado académico em artes. Mais tarde publicou 12 livros e comprometeu-se com a luta pelo direito da mulher ao voto.
*Yaron Herman, viu a sua carreira de basquetebolista ser interrompida devido a uma lesão grave. Abandonando essa carreira descobriu o piano tornando-se aos 24 anos de idade um dos pianistas de jazz mais famosos do mundo.
*Henry Ford teve uma  grande falência antes de obter sucesso empresarial com o Ford T, que vendeu 15 milhões de exemplares entre 1908 e 1927

A estes exemplos e por razões distintas, poderíamos adicionar histórias incríveis como as de Oprah Winfrey, Walt Disney, Steve Jobs, entre outros milhares menos mediáticos mas não menos inspiradores.

Esta “faísca” reside no nosso interior.
Também podemos co-criar a nossa história inspiradora.
Comecemos!

Feliz 2016!

Imagem: Rute Violante / Sant’Yoga
(fotografia captada no âmbito do projecto autoral “Resiliência” – com fotografias de reclusos e seus objectos de “fé”)

Fonte de alguns dos exemplos mencionados:
Jacques Attali, in “Decida a sua vida!”

O(a) Deus(a) em ti

IMG_1367ed

Sabes o que és?
És Deus… um bocadinho dele, tendo tudo o que há nele em ti. Como um holograma.
Então Deus não é “o senhor de barbas brancas”, é a mais bonita manta de retalhos de todos nós em que cada retalho tem em si o potencial da manta completa.

Já olhaste bem para ti? Já tentaste escrever a tua biografia?
Já viste quão épica tem sido a tua vida?
Se todos pudessem ver o quão corajoso/corajosa tens sido?
Se todos te fizessem curativos carinhosos nas feridas?
Se todos vissem o filme da tua vida?
Percebeste onde se deu a tua evolução e de que forma?
Captaste a tua beleza interna e o que os outros não podem ver porque escondes com máscaras?

A escola da vida vai continuar… segues para o próximo nível?

Vamos? 😉

Feliz novo nível.

A vida é uma roda gigante

DSC_8518 web

Os reflexos que nos são dados pelas pessoas que fazem parte da nossa vida são assustadoramente límpidos, a nossa lucidez é que foge em negação.
Se observarmos e reflectirmos sobre o comportamento e as atitudes de quem supostamente nos magoou no passado, entenderemos que temos a mesma energia na base da nossa história, a mesma matriz por assim dizer. A clonagem constante dessa matriz cria um padrão ao qual prestamos vassalagem, uma e outra vez, incessantemente até ao momento em que por fim, tomamos consciência do interruptor e do comportamento habitual face ao “trigger”.
As situações variam, os personagens mudam mas o padrão persiste, como um clone de nós próprios que surge mil vezes em nós e nos outros que nos tentam mostrar o que está no espelho.

«Espelho meu, espelho meu, haverá alguém tão magoado ou assustado quanto eu?
Mostra-me!»

Ao tentarmos entender o outro, estaremos também a entendermo-nos a nós próprios… ao sentirmos compaixão pelo outro e pelas suas dores, estaremos a sentir compaixão por nós.
Qual é a parte de nós da qual tentamos fugir? Qual é a parte de nós que tentamos negar? O que nos faz entrar em pânico e fugir?

Do que tem medo quem nos magoou? (no fundo co-criámos esse medo, essa pessoa e experiência associada)… se mudarmos a melodia, a volta torna-se diferente. Mudemos de ficha.

A vida é uma roda gigante, será que queremos que a volta seja sempre igual?

Se tomarmos em linha de consideração o conceito de Samsara (fluxo incessante de renascimentos), esta roda gigante expande-se até ao infinito, abarcando o conceito de reencarnação. Cada ficha, cada vida, com a Roda sempre a rodar. A questão é que nos é dada a possibilidade de sair dos círculos viciosos suplantando os nossos limites ilusórios através da tomada de consciência do ser divino que somos e da VERDADE.

Ficha nova… possibilidades novas.

Raiz

Por vezes, recebemos desafios que nos obrigam a procurar a raiz de um bloqueio pessoal, a razão pela qual nos acontece algo de forma recorrente e persistente.
A melhor forma de abrir os olhos é olhando para dentro, mergulhando e nadando até águas mais profundas, sem medo do que vamos encontrar.

Onde está o bloqueio? Onde reside a dor?
Qual o ponto exacto em que “sangra”?
De onde vem essa avalanche que nos quer derrubar?
Quando começou?
Quantas vezes aconteceu?
Como reagimos das outras vezes?
Temos repetido um padrão?
Como trocamos as voltas a nós próprios, alterando o comportamento padronizado?
Porque temos medo de inverter o comportamento?
Qual é “O MEDO” que se esconde em toda esta engrenagem?

Para nos aproximarmos da raiz…

Podemos meditar;
Podemos ir ao encontro da natureza;
Podemos sentir os pés despidos na erva, nas raízes, na água, na areia, nas folhas;
Abraçar uma árvore;
Fazer uma conversa interna;
Dialogar com a nossa criança interior;
Saber estar em silêncio;
Afagar a alma, compreendendo-a;
Descartar a culpabilização permanente que nos parece acompanhar;
Escrever uma carta ao nosso “eu” magoado;
Fazer uma conversa real ou imaginária com quem nos magoou no passado;
“Obrigar” o nosso coração a chorar ou aceitar esse choro quando ele vier espontaneamente;
Encontrar a dor; Aceitá-la; Perdoá-la; Perdoarmo-nos a nós; Perdoar os outros;
Tomar consciência das nossas fraquezas e transformá-las em “forças” de transcendência;
Aceitar que co-criámos o que nos acontece, procurando perceber porque criámos experiências com sabor amargo (o que está na base?).

Entendamos que o passado não tolda o presente e que temos nas mãos a chave da mudança. Temos sempre escolha e a possibilidade de mudar o rumo do nosso destino e das experiências que atraímos.
Precisamos de ter “olho de tigre”. Dar um grito. Resgatar o nosso poder pessoal. Confrontar. Enfrentar. Ir à raiz e compreendermo-nos a nós próprios, despirmo-nos de falsas crenças, ficando cada vez mais “fortes” e confiantes em relação ao que somos.
Isso é amor e um ato de compaixão por nós próprios.
Diz-se frequentemente que o primeiro amor é o que mais nos marca. Ora se também se diz que o primeiro amor é por nós próprios, passou-nos quase sempre ao lado.

Estamos a tempo de o resgatar. ❤

Na maior parte dos casos, a nossa criança interior está assustada a um canto à espera que 30 ou 40 anos depois nos cheguemos a ela e a agarremos ao colo. No entanto, andámos 3o ou 40 anos à procura desse colo fora de nós.