Estilo de vida: Minimalista…

A simplicidade pode ser um diamante valioso na nossa vida, se soubermos fazer MAIS com MENOS e valorizar o que temos.

Uma omolete simples pode ser muito mais saborosa do que uma omolete carregada de condimentos.
Um quarto apenas com uma cama e duas mesinhas de cabeceira pode ser mais tranquilo e atrativo do que um quarto onde temos itens espalhados por todos os cantos e em que a desorganização impera.

Um escritório arrumado e organizado pode ter pouca mobília e pouca decoração mas ter um excelente fluxo energético e contudo, manter o que faz falta.

O nosso roupeiro pode ter redução de 30% de itens e ainda assim ter a roupa que verdadeiramente vestimos.

Um exercício simples que podemos fazer é reparar nos itens que compõem a nossa casa, quarto, escritório ou automóvel… ou mesmo na carteira e pensar… o que realmente preciso daqui? O que realmente utilizo? O que é que me faria falta?

Tudo o resto pode desaparecer… podemos deitar fora, oferecer, trocar ou vender.
E se tivéssemos de escolher 20 itens e viver apenas com isso, o que escolheríamos?

O espaço que criarmos dará lugar ao novo.
«Minimalism is a tool that can assist you in finding freedom. Freedom from fear. Freedom from worry. Freedom from overwhelm. Freedom from guilt. Freedom from depression. Freedom from the trappings of the consumer culture we’ve built our lives around. Real freedom.»
The minimalists

http://www.theminimalists.com/minimalism/

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Meditação, bicho de 7 cabeças?

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(Desmistifiquemos… Simplifiquemos…)

Muito se fala sobre meditação!
Para além de estar na “moda”, remete para a realidade dos monges e mestres de Yoga levitantes e mitos de transcendência e “iluminação” a eles associados.

CALMA, não é necessário colocares a perna atrás do pescoço ou levitares para praticar meditação… basta que observes, em atenção plena, a tua respiração – “âncora” fundamental para colocar a MENTE no momento PRESENTE (no agora!) 🙂.

A causa do sofrimento humano… da manifestação da ignorância existencial gera-se na “indisciplina” da mente. A mente que mente… ConstanteMENTE; EgoicaMENTE; CriativaMENTE; InteligenteMENTE; CruelMENTE; AmorosaMENTE; PositivaMENTE… Falamos aqui de estados mentais, de perspetivas e percepções que adoptamos em relação AO QUE É.

Vejamos no dicionário…

men·te (latim mens, mentis, inteligência, alma) substantivo feminino

1. Parte do ser humano que lhe permite a atividade reflexiva,cognitiva e afetiva = ENTENDIMENTO, ESPÍRITO, INTELECTO, PENSAMENTO

2. Armazenamento de experiências vividas. = MEMÓRIA, LEMBRANÇA

3. Disposição de espírito.

4. Aquilo que se pretende fazer. = INTENÇÃO, INTUITO, PENSAMENTO, PROPÓSITO, TENÇÃO

5. Maneira de compreender ou imaginar o mundo. = IMAGINAÇÃO, PERCEPÇÃO

“mente” in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013,http://www.priberam.pt/dlpo/mente[consultado em 26-11-2015].

Se não estiveres plenamente consciente no momento “presente”… a mente “mente-te” sobre o teu amanhã, recorre a memórias do passado e associa-se “ilusoriaMENTE” a situações do presente.
É isto que causa sofrimento – a especulação constante e a exacerbação dos medos associados a esses quadros especulativos…. Biliões de pensamentos e emoções assaltam-nos e escravizam-nos! A necessidade de comparação é uma ameaça constante. Podemos, por exemplo, estar a sentir uma elevada auto-estima (poder pessoal) até nos vermos confrontados com alguém que, por alguma razão nos parece muito mais maravilhoso, inteligente, bonito, criativo e interessante do que nós. Essa comparação poderá influenciar negativamente a auto-estima prévia a esse encontro ou a essa comparação – aposto que isto também já te aconteceu, certo?
A comparação da nossa vida com a vida dos outros (e daquilo que supostamente achamos que deveríamos ter e ser) será, assim, uma grande flecha venenosa no nosso quotidiano.
Apetece dizer: “Mete-te na tua vida”, evita comparações.

Outro desafio é o medo do que os outros pensam sobre nós. Neste caso, podemos dizer também: “Mete-te na tua vida” porque aquilo que os outros pensam de ti não é da tua conta e só te faz mal. Conhece-te a ti mesmo(a)… este é o único caminho para encontrar e sentir a felicidade que já és!
Se tiveres vontade de criticar ou julgar os outros, a sugestão é a mesma: “Mete-te na tua vida” e observa que aquilo que criticas mostra um pedaço de quem tu és e algo que não aceitas em ti. Ahhh pois é!!!

A meditação surge então como algo recomendado pelos grandes mestres, gurus, life coaches, psicólogos, terapeutas, filósofos, médicos, cientistas, etc…

Atenua o poder do passado (libertando-nos do tempo e do que ele nos assusta); eleva a frequência da tua consciência; reduz a ansiedade face ao futuro; reduz a atividade mental produzindo sensações de tranquilidade e bem-estar; melhora a qualidade do sono; aumenta a nossa resistência aos desafios e às vicissitudes com que nos deparamos; nutre a compaixão por nós mesmos e em relação aos que nos rodeiam, desenvolvendo a capacidade de empatia e de compreensão humilde do outro; permite desenvolver a aceitação e a rendição face ao que surge no nosso dia-a-dia; reduz o stress e sintomas psicossomáticos a ele associados; aumenta a sensibilidade; fertiliza a criatividade; atenua problemas de saúde vários; desenvolve a auto-estima e a inteligência emocional (a lista continua…).

A meditação pode ser realizada de inúmeras formas e através de muitos métodos diferentes – uma delas já foi sugerida em cima… traz a tua atenção plena à respiração e mantém-te aí… Não tem de ser em posição de sentado/a; não tem de ser em silêncio (pode ser com música ou sons curativos ou eventualmente guiada); não há cessação dos pensamentos (mito)… apenas te deixas de identificar com eles…; não temos obrigatoriamente de meditar de olhos fechados; não temos de estar quietos (podemos fazer meditação em movimento).

Experimenta vários métodos e escolhe a tua forma de meditar 🙂 – começa HOJE!! Meditar implica presença, consciência, acalmar, aceitação (inclusive dos pensamentos que vão surgindo enquanto meditamos), implica essencialmente prestar ATENÇÃO, regressar ao corpo, à respiração, ao sentir (ao “coração”).

A meditação não é um meio, é um fim em si mesmo que – quando praticada deVIDAmente – só nos traz benefícios. Começa por parar e prestar atenção à respiração. Respira devagar… repara no que acontece no teu corpo durante o processo de inspiração e expiração. Se nunca experimentaste, começa por fazer isto durante 10 minutos por dia e sente… Um dos conceitos associados à meditação é o da contemplação. Outra definição usual refere um “REGRESSO ao centro”… Regresso ao teu estado original de plenitude (Sat-Chit-Ananda).

Assim sendo… avança para o primeiro passo…

CONTEMPLA-TE!
CONTEMPLA A TUA RESPIRAÇÃO!
CONTEMPLA O MUNDO!
CONTEMPLA O TEU CORPO!
REGRESSA A TI!

“METE-TE NA TUA VIDA” E “APODERA-TE” DELA 😉

Sonha…

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O que sonhamos determina a criação do nosso mundo, unindo o inconsciente ao consciente, o interior ao exterior, a vida à imaginação.
O visível e o invisível devem dançar harmoniosamente num laço poético. O que acontece frequentemente é que esse laço vive em conflito. Desejamos algo e tomamos atitudes que não se coadunam com isso.

Tudo é energia em constante movimento, inclusive os nossos pensamentos. Essa energia refletir-se-á no mundo físico, estejamos ou não conscientes disso.

Existe um ensinamento básico sobre o medo de animais e este serve de exemplo para esta questão.
Quando sentimos medo de um cão que ladra, ele sente e cheira esse medo e pode ficar ainda mais feroz.
Então, o medo que se gera na nossa mente estará a influenciar o mundo físico.
Assim será com as plantas, com as outras pessoas, com os aparelhos eletrónicos que nos rodeiam, etc…

Tudo o que surge na nossa vida (Matéria), foi previamente criado no chamado “mundo invisível”(Espírito).
Ao imaginarmos o que desejamos, essa imagem passa a existir no mundo invisível… a partir daí, criar-se-ão condições para chegar a esse “destino”, desde que, nos libertemos de medos, bloqueios e ansiedades. Teremos de confiar totalmente, sabendo que o final estará assegurado de acordo com a visualização que realizámos.

O ser humano será assim esses dois mundos em simultâneo.

Vale a pena sonhar… com isso estaremos a participar no ato de criação (co-criação).

«Encontras tu outro mercado como este?
Onde,
Com a tua única rosa
podes tu comprar centenas de roseirais

Onde,
por uma semente
obténs tu toda a selva?

Por um débil sopro
o divino vento?»

«The Essential Rumi”, Tradução inglesa de Coleman Barks e Joan Moyne

Pela nossa saúde…

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O nosso bem-estar deriva bastante das nossas opções de vida a todos os níveis:
O trabalho que realizamos diariamente e as horas que lhe dedicamos; a forma como nos alimentamos (somos o que comemos); o exercício físico que fazemos; as saídas da rotina (meditações, fins de semana de Retiro; Férias…); a forma como cuidamos do corpo; a forma como cuidamos do espaço em que vivemos e da sua energia; os medicamentos que tomamos; os hábitos de vida que mantemos; o amor que damos… a lista é interminável…
Certamente que se torna complicado estarmos atentos a todas as nossas ações e a todos os nossos pensamentos 24 horas por dia. Todavia, quanto maior for o nível de consciência em que vivemos e quanto mais saudáveis forem as nossas opções, melhor retorno obteremos na nossa vida.

Um exemplo simples:
Fazes reciclagem?

-Sim!
-Fixe, estás a contribuir para um mundo menos poluído e para menos desperdício
-Não!
-Admira-te que o mundo à tua volta vá ficando mais poluído e que as árvores e outros recursos naturais vão escasseando.

Cada um de nós é “UM” e é de muitos UNS que o mundo é composto. Todos juntos formamos o UNO.
Então  todos somos importantes e todos fazemos a diferença.

Algumas práticas saudáveis que sugerimos:

* Beber muita água – é um dos melhores medicamentos do mundo
* Substituir medicamentos por remédios caseiros (apenas e só quando isso for possível e com o devido aconselhamento)
* Escolher alimentos saudáveis (frescos e biológicos tanto quanto possível)
* Fazer reciclagem
* Praticar exercício físico
* Meditar
* Escolher uma profissão que nos faça sentir realizados/as e felizes
* Trabalhar poucas horas (menos é mais, manter o foco e evitar o multi-tasking)
*Fazer caminhadas regularmente na natureza
*Rir muito
*Dançar e ouvir música
*Contemplar
*Perdoar
*Agradecer por tudo o que temos de bom na nossa vida
*Ter objetivos inspiradores que nos façam sentir vontade de viver e de acordar todas as manhãs
*Ser otimista
*Ver menos televisão e passar menos horas ao computador
*Apanhar sol
*Cultivar a não violência em todos os contextos (evitando discussões e conflitos desnecessários)
*Viver no “agora” (evitando mágoas pelo passado e ansiedade pelo futuro)
*Estar presente em cada minuto de vida, ouvir, sentir… estar e ser…
*Praticar o “não julgamento”, evitando criticar os outros
*Escolher leituras e inspirações bonitas (livros, filmes, documentários, etc…)
* Amar… desde a flor que vemos pela manhã até às estrelas que vemos antes de dormir…
*Praticar atividades que nos equilibrem energeticamente