O maior dos Homens…

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O maior dos seres humanos é aquele que tendo estatuto ou poder, continua humilde e compassivo.
O ser humano mais valioso será aquele que estende a mão, que diz obrigado, que pede desculpa e que dá sem esperar receber nada em troca.

Para sermos humanos, temos de ter humanidade e ter humanidade implica saber que pertencemos a uma teia una e que, se agora estamos “nas alturas”, noutra altura estaremos “no chão”… Os “poleiros”, os cargos e os altares são rotativos e aqueles que não provarem ser dignos deles, acabam por cair de forma natural.

O povo não se deixa enganar facilmente e sabe reconhecer um falso líder.

Cada um de nós sabe quando é que “as estrelas” e as “divas” vivem do ego e têm o coração vazio. Reparem quantos desses cumprimentam o porteiro ou perguntam à senhora das limpezas como está o marido e as filhas…

As pessoas que vivem do estatuto são vítimas das suas próprias máscaras, têm amigos interesseiros igualmente falsos e no fundo não sabem nada do amor.
As pessoas que vivem do ego, só pensam em si e naquilo que as pode empoderar e não percebem nada de humildade.

A fama, o poder e o dinheiro pervertem. Se tiveres um dos três ou os três, questiona-te sobre a forma como vives e amas… Revisita a consciência…

Ser pequeno é apegar-se à ideia de ser famoso ou poderoso, em detrimento da humanidade.

Ser grande é saber ser pequeno.

«The highest benevolence acts without purpose.» Tao Te Ching chapter 38

Texto: Rute Violante

Fotografia: Charisma

http://www.charisma.pt

 

 

 

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O maior dos seres humanos…

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O maior dos seres humanos é aquele que tendo estatuto ou poder, continua humilde e compassivo.
O ser humano mais valioso será aquele que estende a mão, que diz obrigado, que pede desculpa e que dá sem esperar receber nada em troca.

Para sermos humanos, temos de ter humanidade e ter humanidade implica saber que pertencemos a uma teia una e que, se agora estamos “nas alturas”, noutra altura estaremos “no chão”… Os “poleiros”, os cargos e os altares são rotativos e aqueles que não provarem ser dignos deles, acabam por cair de forma natural.

O povo não se deixa enganar facilmente e sabe reconhecer um falso líder.

Cada um de nós sabe quando é que “as estrelas” e as “divas” vivem do ego e têm o coração vazio. Reparem quantos desses cumprimentam o porteiro ou perguntam à senhora das limpezas como está o marido e as filhas…  regra geral, só se dão com as pessoas “importantes” que provavelmente os podem ajudar a “trepar” mais um bocadinho.

As pessoas que vivem do estatuto são vítimas das suas próprias máscaras, têm amigos interesseiros igualmente falsos e no fundo não sabem nada do amor.
As pessoas que vivem do ego, só pensam em si e naquilo que as pode empoderar e não percebem nada de humildade.

A fama, o poder e o dinheiro pervertem. Se tiveres um dos três ou os três, questiona-te sobre a forma como vives e amas… Revisita a consciência…

Ser grande é saber ser pequeno.

Ser pequeno é apegar-se à ideia de ser famoso ou poderoso, em detrimento da humanidade.

Vale a pena refletir sobre isto.

 

 

Realizar sonhos…

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Quantos sonhos já realizaste? Ou melhor, quantos sonhos já te atreveste a imaginar/desejar? e quantos desses foram levados a bom porto?
Ter sonhos e realizar sonhos é uma arte!
Exige ambição, criatividade, perseverança, auto-confiança, resiliência, força, coragem e flexibilidade, entre muitas outras coisas.

Realizar sonhos exige que acreditemos neles mesmo quando os factos ou as evidências nos levam a acreditar que estes não se vão cumprir.
Muitas vezes, tentar realizar sonhos já marca pontos, no sentido em que “tentar e falhar” é melhor do que “não tentar para não falhar”.

Nunca nos devemos recriminar por “tentar” alcançar algo que desejamos com a capacidade e o conhecimento de que dispomos nessa altura da nossa vida.

Por vezes (e agora é que trocamos as voltas ao cérebro) há sonhos que não realizamos por excesso de habilitações, capacidades, desenvolvimento pessoal e/ou espiritual, carácter, integridade, honestidade, inocência… etc… Ui… esta doeu!

Então, que fazemos? Fingimos ser «menos»? Ocultamos habilitações? Fazemos de conta que somos mais tontos(as), mais dependentes e/ou com um nível de consciência mais baixo?… Não!!!

Procuramos a “agulha no palheiro”… procuramos o contexto ou as pessoas que nos aceitam e valorizam, o emprego onde encaixamos que nem uma peça num puzzle, criamos o nosso próprio negócio para fazermos o que amamos ou inventamos a profissão que nos assenta que nem uma luva. Brilhamos!

Esperamos por pessoas com nível de consciência semelhante… vibramos de acordo com a nossa essência. Procuramos a nossa “tribo”. Aproximamo-nos mais ainda da verdade que somos. Evoluímos a nível pessoal e espiritual e “preparamo-nos para o pior”. E o que é o pior? O pior é não conseguirmos o que queríamos inicialmente. E o melhor?
O melhor é percebermos que isso é a melhor coisa que nos aconteceu!

Ainda assim, é continuar a lutar pelos sonhos… de vez em quando há desvios agradavelmente fornecidos pela “Providência”… Confiar, sempre!

Keep calm and dream…

Fotografia e texto: Rute Violante

 

Sem ninguém

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Uma das maiores dificuldades do ser humano é enfrentar a solidão ou aprender a estar só para estar tão bem consigo como com a companhia de alguém.
Em consequência da carência extrema em que vivemos na sociedade contemporânea, quase ninguém se propõe deliberadamente a estar “só” ou a viver “só”, nem que seja temporariamente.
A dependência de ter alguém (companheiro/a; marido/esposa; namorado/a) é talvez o maior vício que trazemos às costas e é uma mochila que carregamos mesmo quando ela nos pesa e nos magoa. Largá-la assusta-nos.
Por essa e por outras razões (medos; convenções sociais; pressões sociais; etc…) é muito raro um homem (ou uma mulher) escolher estar sem companheiro(a) durante períodos superiores a dois meses (meramente indicativo), e, ainda assim, há quem não descanse nem mesmo por um mês. Aliás, há mesmo os que saltam de cama em cama e de colo em colo, sem intervalo e ainda…

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Crise de fé?

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Há momentos em que a vida nos derruba e nos sentimos tentados a sucumbir à desorientação. Às vezes nem são situações demasiado dramáticas, são apenas circunstâncias com défice de sentido ou eventualmente contextos nos quais sentimos ou sabemos que não temos controle absolutamente nenhum… A perda de controle é uma catástrofe para o ego e para o nosso senso de segurança… Somos obrigados a uma rendição forçada.

Mas o que é isso da rendição?

A rendição é a aceitação de um desfecho que pode parecer menos favorável para nós, é a aceitação de que nem tudo tem de ser como nós queremos ou desejamos. Ou seja, por vezes perdemos uma batalha mas não perdemos a guerra, é preciso entender o quadro todo; “THE BIG PICTURE”!… A rendição não é uma desistência, é uma entrega! É estarmos dispostos a confiar em algo que não controlamos. É confiarmos sem garantias e sem medos. É desistirmos de “controlar” resultados, porque às vezes o resultado que queremos para nós é bem aquém daquele que nos espera de verdade.

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A vida não traz garantias, nunca sabemos o que vai acontecer a seguir… nem mesmo no dia seguinte. Tanto podemos ser surpreendidos com algo maravilhoso como podemos receber uma notícia menos bonita de um momento para o outro. Ambas nos podem mudar a vida, porque, como sabemos (do pouco que ainda sabemos), a vida é impermanência constante e tudo muda a cada segundo…

Quem somos? O que devemos fazer? Para onde caminhamos e evoluímos?

Esperavam uma resposta neste texto?

As perguntas são o caminho que se vai desenrolando dia após dia. Quanto mais trabalho de cura, auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal e espiritual, mais perguntas surgirão e provavelmente menos respostas. A vida não é uma ciência exata e previsível.

A pergunta é a resposta e aquele que pergunta é aquele que tem o poder de responder. Ainda que por vezes, possa ser ajudado ou encaminhado…

O silêncio é a melhor via de comunicação!

Perante a ausência de sentido, a tendência é para que as respostas e o sentido comecem a fluir naturalmente, sem que estejamos a procurar. Mensagens, sinais, uma ajuda aqui, outra ajuda ali, pessoas que parecem estar à hora certa no local certo, ou nalguns casos, para quem vê e ouve mais além, encomendas mais diretas, sem intermediários :).

Em caso de falta de fé…. AGUARDE!!! Deixe o sistema (auto)regenerar-se e entregue-se ao Universo.

Essa ENTREGA é por si só, um ato de fé!

Texto e fotografias: Rute Violante

Caminhos de Santiago: desistir a 16 kms do fim

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Caminhos de Santiago – Sant’yoga: 3ª vez
Caminho 2018: Caminho inglês
Percurso: Neda » Santiago de Compostela

Peregrinas:
Liliana Gonçalves
Liliana Santos
Rute Violante

Geralmente andamos sempre as três a 1000/hora na nossa vida quotidiana, cheias de trabalho, compromissos e responsabilidades. Não tivemos muito tempo para planear ou para refletir sobre o “caminho” deste ano. Definimos o trajeto, reservámos algumas dormidas (não todas) e comprámos impermeáveis (ponchos, calças, etc…) por causa da chuva prevista. Estávamos longe de imaginar o que nos esperava…
Tinham-nos dito que este “caminho” (caminho inglês) tinha maior grau de dificuldade mas como já tínhamos feito o caminho português duas vezes, isso também não nos assustou. Como era mais bonito e era diferente, pareceu-nos uma boa opção.
Tínhamos saudades umas das outras, de alegria e de férias. Ingenuamente, achámos que íamos estar de “férias”, cantar, rir e “curtir”.
O início da viagem correu bem. Viajámos de carro até Santiago, deixando-o aí estacionado. Depois caminhámos 3 kms a pé e apanhámos um primeiro autocarro até Ferrol e um segundo até Neda. Dormimos em Neda e arrancámos pela manhã.

O primeiro dia a caminhar foi de 30 kms, o que não é o mais indicado para começar. Claro está que no final do primeiro dia estávamos completamente “quebradas”. A partir daqui perdemos um bocadinho a noção dos dias, das etapas, dos kms, das dormidas e de nós próprias.

CAMINHAR!!! ERA A ÚNICA COISA A FAZER!  Também nos custou particularmente o facto dos marcos de estrada nunca coincidirem com as indicações que tínhamos ou com as indicações que nos davam, perfazendo sempre um total de kms amplamente superior ao suposto (diferenças de 3-4 kms).

Podíamos ter aguentado a dor ciática, as dores de ombros, calcanhares, anca, braços, cabeça e joelhos. Podíamos ter aguentado o peso da mochila (eu vi-me forçada a largar cerca de 2 kgs de carga pelo caminho), podíamos ter aguentado as subidas e descidas e até a chuva a cântaros e o frio abaixo dos 6º de manhã. Podíamos ter aguentado os níveis de humidade de 80% em Presedo. Podíamos ter aguentado a tosse e a constipação… os lenços que se desfaziam em água com a chuva, o impermeável que deixou entrar água e as botas que perderam a impermeabilização. Podíamos ter aguentado o facto de já não conseguirmos comer… mas o que não deu para aguentar foi a febre…
Estávamos a 16 kms do final! Já tínhamos percorrido 116 kms… Uma de nós tinha passado a noite a arder em febre e a delirar e outra ainda com febre e cheia de dores no corpo.  A terceira a cuidar das duas.
Tomámos uma decisão consciente e acima de tudo responsável… desistir!
Todas por uma, uma por todas! Fomos juntas de carro para Santiago de boleia com o dono do Hostel onde pernoitámos.
Já em Santiago e por não querermos (mais) “químicos” procurámos alternativas naturais: kuzu; mel; gengibre; limão; miso. Ficámos em repouso no Albergue de Santiago para recuperação.  Pouco ou nada conseguíamos comer e beber.

Este ano encontrámos pessoas fascinantes pelo caminho que nos acolheram como se fóssemos família. O António que nos foi buscar de carro e nos levou para a sua pensão e nos tratou como princesas. A Alicia e o marido que nos trataram como se fóssemos filhas e que têm o melhor albergue do mundo (vão levar nota máxima no trip advisor): até a comida e alguns produtos de higiene e estética são gratuitos neste albergue… sem preço!
E ainda a Ada que nos deixou ir para o quarto 2 horas antes da hora permitida, que nos aqueceu uma sala para prepararmos sopa de miso, que nos arranjou um medicamento natural e que nos acarinhou tanto como pôde.

Nesta Primavera, descobrimos um outro espírito para os caminhos. Os inquebráveis laços entre nós tornaram-se ainda mais fortes porque viver é saber caminhar em conjunto.

A adversidade ensinou-nos a humildade. A compaixão de que fomos “alvo” ensinou-nos que todos precisamos de ajuda e a vulnerabilidade abriu-nos portas e caminhos!

É preciso viver, é preciso sentir, ganhar, perder, SER, em todas as suas possibilidades. Assim se alcança a profundidade.

“O que se quebrou, volta a ser inteiro; 
o que se curvou, volta a ficar direito; 
o que se esvaziou, torna a encher-se;
o que se desgastou, renova-se;
o que é menos, torna-se mais; 
o muito, torna-se pouco.”
Lao Tzu | Tao Te Ching

Páscoa no hebraico Pessach, no latim Pascae ou no grego Paska significa “passagem” – renovação e esperança de um novo ciclo na vida.

Boa Páscoa!

Retiro ECO-ABUNDÂNCIA

lili e rute geres

Ao longo da vida questionamo-nos inúmeras vezes sobre o porquê da escassez nas várias dimensões da nossa vida. Alimentamos essa energia e com isso atraímos mais do mesmo, reforçando e nutrindo a crença interna que reside no nosso inconsciente. Como uma pescadinha de rabo na boca perpetuamos esse padrão e essas queixas, resistindo a mudar o mais importante, os nossos pensamentos e a nossa energia.

Fazer diferente é a chave e isso passa por mudarmos pensamentos, elevarmos a vibração e sermos imensamente gratos pelo muito que temos, pensando que é pouco. Tantas vezes chorámos e sentimos injustiça perante a falta de abundância financeira e os desafios ao nível de relacionamentos, trabalho, amizades, etc…

Sabiam que agradecer e fluir é uma ponte para a abundância?

Sabiam que partilhar multiplica o que temos?

Estas e outras orientações serão facultadas no nosso RETIRO DE PASSAGEM DE ANO – ECO-ABUNDÂNCIA, que decorrerá em Minde (Alcanena), de 29 de Dezembro de 2017 a 1 de Janeiro de 2018.

https://www.facebook.com/events/376916749405289/