Era uma vez… uma biblioteca!

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As bibliotecas são lugares encantados onde a solidão encontra o mundo e onde apetece jogar às escondidas como se de um jardim labiríntico se tratasse, daqueles do período renascentista.
Mudamos sempre de tempo e de espaço no meio dos livros. São eles os verdadeiros guardiões da memória da humanidade e do encantamento.
As prateleiras escondem segredos e verdades que por vezes não estamos dispostos a encontrar. Outras vezes, puxam-nos para dentro das suas “estórias” e fazem-nos esquecer as preocupações e o mundo lá fora. Sussurram-nos o futuro que queremos imaginar e mudam-nos de vida por momentos.
As bibliotecas são esconderijos da alma onde a nossa é reencontrada.

Sempre achei que os bibliotecários tinham rostos de fadas e de gnomos, como se ali, naquela “floresta”, os olhos do mundo tivessem outro brilho e tudo fosse encantado.
Às vezes dá para imaginar pózinhos mágicos a saltarem do centro do livro quando aberto.

À noite, as bibliotecas têm uma alma diferente da dos outros locais… O silêncio dos livros fala com o nosso espírito num turbilhão de informação que só os seres mais especiais conseguem ouvir. Aposto que as crianças o ouvem…

É mais ou menos um sussurrar de sereia ao ouvido de um golfinho em noite de lua nova.
É como o vento a namorar com as ondas do mar.
Ou as flores a conversar com as abelhas.
A floresta toda numa brisa.
O pestanejar da relva ao amanhecer…
É como deslizar no arco – íris a galope de um unicórnio.

Ler é imaginar, saber, crescer, entender, relacionar… Ler é sonhar e viver o presente.
Ler é ir ao “centro do mar”.

Viagem no tempo

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“Déjà Vu” – already seen / já visto

O fenómeno está relacionado com a sensação de que já vivemos “aquele” algo anteriormente (a maioria das pessoas que utiliza o conceito “déjà vu” refere-se a um “déjà vécu” – que significa”já vivido”), essa sensação de “reconhecimento” pode estar relacionada com as pessoas, com o que se ouve/diz, com o local (déjà visité – já visitado) ou com as sensações (déjà senti – já sentido).

Alguns teóricos referem-se ao fenómeno como uma espécie de confusão dos nossos processos internos relativos à memória, ou seja, um erro no disco que confunde memórias (perturbação que confunde memórias presentes com memórias passadas).
Outra causa provável pode ser um problema técnico no sistema elétrico do cérebro.
Psiquiatras, cientistas e outros estudiosos parecem desorientar-se na explicação deste fenómeno tão curioso e “misterioso”…

Because there is no clear, identifiable stimulus that elicits a déjà vu experience (it is a retrospective report from an individual), it is very difficult to study déjà vu in a laboratory,”
*Michelle Hook, Ph.D., assistant professor in the Department of Neuroscience and Experimental Therapeutics, at the Texas A&M Health Science Center College of Medicine.

Talvez possa ser interessante elaborar uma explicação alternativa e criativa deste acontecimento peculiar…

E se…
O tempo fosse circular em vez de linear?…
E se…
A reencarnação existisse?…
E se…
Voltássemos sempre aos mesmos momentos fulcrais?…
E se…
As várias encarnações se encavalitassem umas nas outras num ponteiro vertical simbolizando diferentes níveis de consciência entre os quais seria possível transitar em dados momentos?…
E se…
O tempo parasse nesse eixo de tempo-espaço nesses momentos decisivos?…
E se…
De cada vez que estivéssemos nesse eixo tivéssemos em nosso poder a oportunidade de escolher e fazer diferente mudando completamente a nossa vida e o seu rumo?…
E se…
Um déjà vu fosse o sinal para sabermos que estamos precisamente  num desses momentos preciosos de transição-transmutação?…
E se…
Esses momentos formassem uma escada quântica invisível?…
E se…
Essas pessoas, esses lugares e essas sensações ecoassem infinitamente?…

E se…O déjá vu é um gap na matrix?

E se, o déjà vu em vez de ser uma memória do passado fosse um flash de futuro?
E se…
Criássemos o déjà vu que queremos e este ecoasse no infinito, como seria isso?…

Algo parecido com “Viver no Agora”, e esse agora fosse simultaneamente passado, presente e futuro, várias dimensões e vidas compactadas num só momento… :)… afinal somos seres multidimensionais!
Isso seria co-criar, recriar e/ou antecipar momentos, decisões e sentimentos que gostaríamos que ecoassem infinitamente, ainda que as variáveis se alterassem em função da “lei da impermanência”. Nunca nada seria exatamente igual, todavia, a vibração positiva multiplicar-se-ia e irradiaria no eixo (in)temporal.
Assim, podíamos criar déjá vus para além dos espontâneos, criando novas oportunidades, novos saltos e novas tomadas de consciência, uma decisão de cada vez, uma imagem bonita de cada vez…
Pensando, sentindo e verbalizando de forma positiva e consciente construindo com isso um eixo temporal circular mais bonito? (PNL – programação neuro-linguística)

Nós nem imaginamos o poder que temos connosco!!

Qualquer momento da nossa vida pode vir a ser um déjà vu, um desses momentos de ouro em que saltamos e ascendemos no nível de consciência.É por isso que é tão importante dirigir a energia dos pensamentos, emoções e palavras para o que queremos ver mudado em nós e no mundo. Sim… se todos tivéssemos consciência disto… se calhar não haveria guerras nem fome no mundo. A pergunta é sempre a mesma… onde é que estamos a colocar a nossa energia e atenção o tempo todo? Estamos “acordados” ou estamos distraídos?

E se…
Neste momento pudéssemos escolher e visualizar um momento perfeito e feliz que gostaríamos que voltasse a surgir e a ser sentido nas várias dimensões e/ou encarnações. O que escolheríamos?

«”There may not be a simple answer for the mechanisms behind déjà vu yet, but, with further research and studies, conclusive evidence for the phenomenon may be discovered in the future” *Michelle Hook
Wouldn’t that be like experiencing déjà vu all over again?»

Filmes interessantes cujos temas dançam entre os conceitos de viagem no tempo e reencarnação (entre outros conceitos associados, reais ou imaginários).

*”Déjà Vu”
*”La belle verte”
*”Cloud Atlas
*”The fountain”
*”I origins”
*”Inception”
*”Groundhog day”
*”The butterfly efect”
*”What if”
*”Click”
*”No time for nuts”
*”Timeline”
*”Mr. Nobody”
*”The time traveller’s wife”
*”Midnight in Paris”
*”About time”
“*What dreams may come”
*”Somewhere in time”
*”The edge of the garden”
*”A casa do lago”
*”Winter’s tale”
*”The family man”
*”The love letter”
*”Birth”
e, muitos, muitos mais…

Seríamos os mesmos se soubéssemos o que nos espera para lá do espaço e do tempo?

Vai uma aposta em déjá vu… que se calhar “não”? 🙂

Boas viagens no tempo! Até já!

Os sugadores – Desmistifiquemos…

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Será que ainda continuamos a acreditar e a alimentar o MITO de que o AMOR DEVE ser “dado” incondicionalmente sem esperar receber nada em troca? Acção sem expectativas… existe mesmo entre os humanos?

Desmistificando… independentemente de escolhermos (ou não) práticas “Zen” como atitude de vida – TODA A AÇÃO ESPERA UM RESULTADO! Afinal… somos todos humanos ou não? Somos energia… aplicamo-la quando acreditamos que o resultado desse investimento se traduz em algo de bom e proveitoso. É assim! Ou não será?

Os que assumem a espiritualidade como caminho de autoconhecimento – não deixam de ser humanos e, portanto, não têm de “dar incondicionalmente” o seu amor e energia em prol dos demais… ao ponto de serem sugados. Há um limite de disponibilidade energética para todos e é saudável parar de dar… quando nos apercebemos de que a influência desse investimento energético é infrutífera ou em vão. Isto também é estar em consciência. Não… não temos de estar sempre disponíveis para receber o “lixo” dos outros (ainda mais quando os próprios contextos ou pessoas não têm qualquer interesse em mudar per si). Sim… todos precisamos de despejar “lixo” de vez em quando mas é conveniente manter a gratidão e o respeito por quem nos acolhe e escuta sem esquecer que também têm os seus limites. Cada um decide quando e “até onde” pode (realmente) contribuir para o bem estar de alguém ou do mundo. Toda a interação de dádiva – bem conduzida – visa ao crescimento e maturação da natureza humana. É bom perceber quando “dar” passa a ser “deixar-se drenar” ou “drenar” outro alguém. Energia é VIDA…
Sugar é “retirar” energia vital ao outro!

As relações de amizade e de amor (romântico ou não) podem ser dialécticas fluídas e honestas, em cumplicidade, apoio amorosamente genuíno e acima de tudo – RESPEITO mútuo.

Todavia, por vezes, criam-se “dinâmicas” menos saudáveis e em vez de amigos(as) ou namorados(as) temos “sugadores” que  se equilibram “absorvendo” a energia positiva dos que se disponibilizam a ajudar sem intenção de, depois, voltar a repô-la. Multiplicando esse “desequilíbrio” por 3 ou 4 amigos  o resultado é o DESGASTE!

Esses “amigos/companheiros”  procuram o outro quando em desarmonia interna buscando soluções, ajuda, aconselhamento, apoio, carinho, mimos, compaixão e tanto mais, desresponsabilizando-se do seu próprio cuidar.

Teimam em procurar ajuda “sem mexer uma palha” pelo seu próprio bem-estar ou pelo seu próprio auto-conhecimento, caindo numa espiral automática de dependência emocional, através da qual sugam o amigo, a namorada ou alguém que se disponha a cuidar. E quando é que, para equilibrar, se dispõem a inverter os papéis?
Às vezes… quando os “sugadores” voltam a sentir-se bem abandonam (traem, rejeitam, ignoram…) o amigo, o/a namorado/a porque, na verdade, não precisam de ninguém.
O que é feito da capacidade “do que recebe” agradecer e perguntar ao que está no “papel de cuidador”: E tu, estás bem? Precisas de alguma coisa? Posso ajudar-te?
Quantas vezes, depois de re-energizados e elevados pelo amor puro do “outro”, vamos curtir a vida… cobertos de confiança e esquecendo de honrar quem nos “deu” essa força? Que maravilha, ir buscar sem nunca dar…

Dicas para APRENDER A IDENTIFICAR UM SUGADOR (ou para nos “tocarmos” quando estamos a ocupar este papel):

*Telefona, aparece e/ou envia mensagens com demasiada frequência, muitas das vezes não tendo nada importante para dizer/escrever
*Cobra a nossa ausência e/ou falta de resposta
*Pede a nossa opinião para tudo, como se fossemos decidir a sua vida e o seu futuro
*Vitimiza-se
*Continua a repetir os mesmos erros como se não aprendesse nada
*Considera-se muitas vezes uma pessoa madura e/ou “espiritualmente sábia” mas esquece constantemente de retribuir ao que “vem buscar”
*EGOísmo elevado (imaturo)
*Critica os outros com bastante frequência
*Fala muito e não ouve nada nem ninguém -só quer ser “salvo” até à próxima crise
*Não se interessa pelo outro (nem tão pouco se preocupa)
*Por vezes apresenta características de narcisista
*Finge que é uma pessoa compassiva
*Tem estratégias para não deixar fugir “a presa”
*Abusa dos limites, do espaço e da paciência do outro
*Apresenta um comportamento incoerente face ao que defende
*Só “dá” quando espera algo em troca (por interesse)

Todavia, o custo disto chegará… quando a energia e o amor se esgotarem – a tarefa do amigo, da namorada ou do terapeuta (facilitador; anjo da guarda; professor) é “puxar o tapete”…  CAINDO EM SI – talvez nasça a percepção de que a chave para os problemas documentados sempre estivera ao seu alcance… aliás, a chave está em dar/contribuir e não em retirar. É fundamental aprendermos a estar mais atentos e conscientes sentindo gratidão pela mão que nos é “dada”… e estendendo também humildemente a mão aos demais …

Enquanto não soubermos amar, não saberemos dar. Enquanto não soubermos agradecer, não sabemos a dádiva que é receber. Enquanto não compreendermos o que é o amor, não sabemos a importância de agradecer. Se não soubermos compreender, não sabemos amar.

DAR»AMAR»AGRADECER»COMPREENDER»AMAR»DAR»AGRADECER
SOMOS UM, mas convém não puxar sempre para um dos extremos, senão caímos todos juntos. Equilibremos.

Comecemos por sentir gratidão por nos termos uns aos outros para aprender estes princípio fundamentais sobre a vida e o amor.
Que os “sugadores” possam crescer e amar sem sugar e que os “sugados” saibam resguardar-se e impor respeito, porque o ponto de equilíbrio é necessário em tudo.
Para que alguém sugue, é preciso que exista alguém disposto a ser sugado. Atenção!

As “fronteiras” existem para proteção e podem ser usadas nestas situações.
Preservemo-nos… Saber amar também é conhecer os limites.

E TODA A AÇÃO ESPERA UM RESULTADO!

Amor sem máscaras

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AMOR sem “máscaras” e jogos… sabemos o que é?!?

Quando as máscaras caem e a dor inflama por dentro…
Coloquemo-nos na FÉ e no AMOR em ORAÇÃO … o CAMINHO segue-se olhando em frente!

1 “AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o AMOR.
(1 Coríntios:13)”

AMOR, VERDADE, RESPEITO, HONESTIDADE, INTEIREZA, COMPAIXÃO, AFETIVIDADE, HUMANIDADE…o que acontece quando caem as máscaras e, afinal, estas qualidades são “ocas” e falsas? De que vale “encher a boca” para falar e ensinar sobre tudo isto se não “usamos”, praticamos e “somos” representantes – nas ações do dia a dia- destes valores guias?

O que acontece quando as “máscaras” caem e percebemos que por detrás das mesmas não havia caráter, nem amor, nem nada do que se apregoava?

O dia a dia tem o PODER de TESTAR aquilo que somos ou que “dizemos que somos” – será que somos coerentes e praticamos verdadeiramente o que transmitimos, ou acreditamos tanto na máscara que “queremos ser” e vendemos ao mundo – que nos boicotamos, manipulando tudo à volta para obtermos das outras pessoas e contextos de vida o que dá prazer ao EGO desgovernado, em sede de PODER?

Tantas vezes o LIMITE entre estas duas realidades é TÉNUE… tentador… e FATAL!

TENACIDADE – permanecer no centro humano que somos é essencial – “Estar alerta” é crucial para manter iluminados os verdadeiros valores humanos – o RESPEITO por nós e por tudo é muito importante – reconhecer a divindade e a sacralidade, em nós, em tudo e todos… foi isto que viemos aprender a viver e a praticar!! Quando foi que nos afastámos desta noção tão básica?

Ninguém é mais sábio ou melhor que ninguém… somos todos crianças a aprender nesta vida PORÉM… cuidado… quando manipulamos e magoamos propositadamente os demais na busca incessante que satisfaz as “máscaras” – tantas vezes disfarçadas de amor … convém saber que além do “estrago” que causamos fora, o maior de todos os estragos acontece dentro de nós… Cuidemos.

ATENTIVIDADE, RESPONSABILIDADE, CONSCIÊNCIA plena e alerta… afinal… estamos aqui para viver em paz e tranquilidade ou para nos magoarmos uns aos outros sem dó nem piedade… onde é que andamos a aplicar a nossa energia? Quem somos verdadeiramente? Para quê demonstrar tanta felicidade aparente se às vezes estamos podres por dentro… longe dos valores sagrados… longe da verdadeira natureza compassiva humana – longe do AMOR!

Se prestarmos atenção é possível detetar se há FRAUDE nos valores essenciais humanos! COMO? Observando as ações e comportamentos – nossos e dos que estão à nossa volta- Discernindo!!

Se falamos de amor verdadeiro entre humanos e todos os atributos da criação mas nas nossas AÇÕES e ESCOLHAS simples do dia a dia não praticamos, em coerência, esta consciência suprema… afinal… será que vale a pena continuarmos a “falar” de AMOR e afetos se, magoamos, mentimos e passamos por cima dos sentimentos dos outros na primeira oportunidade?

COERÊNCIA alma-mente-corpo… ALINHAMENTO precisa-se!! RESPEITO… é urgente! Dizer a VERDADE… que outra forma humana há de comunicar afinal? [É que às vezes parece que nos fazem um “favor” por falar a verdade], CUIDAR… cuidar verdadeiramente de nós e dos demais… não é viver para satisfazer desejos momentâneos e “largar” no momento seguinte … é “ESTAR ao LADO” nos momentos menos bons também… é mimar… escutar… apoiar incondicionalmente com o coração aquela pessoa, causa ou contexto.

O AMOR não é uma “máscara” que se usa e vende… é uma consequência das ações puras, inocentes e simples ❤!

O Amor é tantas vezes a medicina da transparência… e só se vê, materializa e aumenta a vibração nesta Terra… quando verdadeiramente se sente amor em cada sopro de vida… em cada ação que brota do coração! Morram as máscaras que nos impedem de ser transparentes – simples canais divinos de amor.. Know ThySelf (“conhece-te a ti mesmo”). Possamos ser humildes o suficiente para aprender o caminho de volta ao Éden <3… ao espaço de AMOR INOCENTE que tudo cura e transforma!

AMOR é Oração sempre presente… cada pessoa tem o poder de ser um ALTAR Sagrado desta expressão. É UMA ESCOLHA. O Amor é a vibração primordial que antecede até mesmo a formação dos universos. Somos LIVRES quando nos rendemos à unidade do coração, sem medos, jogos e máscaras ❤.

RESGATE-SE o AMOR em cada coração pulsante 🙂 Assim é! Assim Seja! O Caminho é em frente!

Texto e Fotografia: Sant’yoga

Respirar…

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A observação de pequenos detalhes gera grandes percepções…
Observei um destes dias que ora me deito na cama à direita para dormir de noite ora à esquerda (estando de frente para a cama) para meditar e/ou dormir a sesta durante o dia.
Depois de observar este pormenor, por curiosidade tentei contrariar, mas como seria de esperar foi em vão porque quando dava por isso voltava a posicionar-me como antes.

«A lucidez é essencial. Entendo por lucidez, ver as coisas como são; ver o que é, sem qualquer opinião. (…) Cada um é o movimento do mundo. Cada um de nós é a exteriorização desse movimento que também se interioriza, tal como o vaivém da maré, que flui e reflui.»
Krishnamurti

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A “aceitação” do devir e da impermanência não é fácil de assimilar… o ser humano tenta muitas vezes resistir mas os resultados costumam ser infrutíferos. Não há como impedir que uma flor floresça na Primavera ou que o leito do rio tenha mais água no Inverno.

«É o par antagónico Yin-Yang que permite as evoluções, tal como o dia e a noite se sucedem um ao outro (…) A harmonia é originada através do equilíbrio e da alternância fluída das polaridades antagónicas.»
Thomas Methfessel

Os cabelos ficam grisalhos e as rugas cravadas no rosto.
Ainda que os cabelos brancos possam ser disfarçados com tinta, os cabelos ficam ressequidos e artificiais e quando os novos nascem contrastam com os velhos pintados revelando a falsa coloração.
Ainda que se possa injetar botox, o rosto provavelmente terá tendência a ficar deformado porque as “marcas” da vida não se apagam.

Para quê alterar o ritmo da natureza se o nosso próprio corpo parece segui-lo?
Porque não respeitar os seus ciclos humildemente?

«Tudo flui e nada permanece, tudo dá forma e nada permanece fixo. Você não pode pisar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras, vão fluir.»
Héraclito

Não serão a noite e o dia diferentes manifestações do TODO… assim como a infância e a velhice; o verão e o inverno; a luz e a escuridão, etc… alternando em ciclos de complementaridade.

Estes ritmos são pura respiração do mundo.

De acordo com a kabbalah, se a luz não tivesse sido tapada por uma “cortina” (cortina de dez dimensões – dez Sefirot) que tudo escurece, a luz jamais seria notada.
O “pão da vergonha” impediria a felicidade. A vida é para “caminhar”…

Haverá sempre LUZ para “assegurar que as estrelas e os seres nascem e se movimentamdesde corações a bater e galáxias a girar, a formigueiros laboriosos”.
Mas talvez a verdadeira felicidade advenha da conquista de algo. Essa luz poderá advir também do entendimento de que podemos ser proativos em vez de reativos, traçando desta forma um caminho de “volta a casa” suave e tranquilo, em harmonia com o nosso ADN “divino”.

Nem tudo o que parece é e, nem tudo o que é assim parece.
O que antes nos atordoava, pode vir a ser a nossa paz de amanhã.
Tudo a seu tempo…

No “entardecer da vida”, como lhe chama Wayne W. Dyer, vemos a vida de forma diferente do que víamos na juventude e as nossas prioridades alteram-se. Aí, encontramos o sentido. Mas se essa juventude não nos tivesse mostrado “o outro lado”, esta vida não teria sentido.

Confiar e fluir em harmonia com o todo é um segredo simples que suaviza os processos da vida… Obteremos tudo o que a nós pertence precisamente quando deixarmos de estar apegados ao ego e aos resultados.

Basta relaxar e agradecer… TUDO!

🙂

Âncora

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Nas fases da vida em que o “balanço” é intenso, urge ancorar, descansar… definir uma base para repousar e restabelecer. PARAR para encontrar o rumo. Lançar a âncora e simplesmente observar.
Quando se lança a âncora, sossega-se…  afirmando-se “estou aqui!”. Simboliza um enraizamento, tempo para escutar o coração. Retorno ao “porto seguro”…

Balanceia… Balanceia… Balanceia mas… FIRMA-TE!

A âncora simboliza a esperança, a firmeza e uma fundação sólida relativamente às “tempestades da vida”. No que diz respeito à simbologia cristã, também representa a “âncora da alma” – a ligação de Jesus Cristo ao Mar.
É um símbolo muito equiparado ao da cruz, tendo sido utilizado primeiramente como um símbolo de terra e não de mar, para marcar “casas seguras” para aqueles que necessitavam de proteção.
Os marinheiros usavam-na em tatuagens para revelar o seu amor pelo mar, a esperança e a força para chegar em segurança ao final de uma longa viagem.
O símbolo pode ainda ser associado à ligação/união do masculino com o feminino, tendo inclusive um nome muito idêntico ao “Ankh” (anchor – em inglês) que também representa essa ligação, assim como o equilíbrio entre “mundos” (entre múltiplos outros significados de acordo com diferentes doutrinas). O “Ankh” ou cruz ansata, na escrita egípcia, era o símbolo da vida eterna e indicava a vida após a morte.

A âncora serve para estabilizar e proteger – equilibrar – das ondas balanceantes em alta corrente.

Na vida de uma pessoa, este processo corresponde a uma suavização de “tormentas”, tornando-nos seguros de uma decisão e das nossas capacidades para “levar a bom porto” um projeto ou um objetivo, movidos pela sabedoria e pela experiência de vida que previamente adquirimos. Manifesta também a ligação forte aos valores em que acreditamos e a estabilidade necessária para manter a serenidade em períodos conturbados.
Bem vistas as coisas, um navio levanta a âncora para novas viagens, para a descoberta, para correr riscos, pela aventura e pelo novo. Quando se levanta a âncora, abrem-se as asas e libertam-se os medos, velejando “fora da zona de conforto” por outros mares e novas marés… outros ventos e rumos… entregues ao fluxo do “devir”.
Assim, quando se regressa a “casa” ou a um “porto seguro”, faz-se precisamente o oposto: descansa-se, em segurança, com um sentimento de dever cumprido e de confiança no que se viveu e no que se quer viver. Aquilo que permite ao navio ancorar em segurança são as inúmeras viagens eventualmente arriscadas que enfrentou, certo?

Se a vida nos traz marés menos fáceis, temos sempre a opção de manter a âncora segura. Serenamos e esperamos antes de voltar às correntes.
Se a nossa mente estiver “revoltada” como a nossa vida, a situação torna-se ainda menos fácil – nada se resolve. É por isto que é tão importante saber quando ancorar…
Então ancoremos, descansemos, acalmemos, silenciemos, escutemos em conexão com o útero da Mãe Divina Terra. Quantos mistérios nos são revelados quando isto acontece? Experimenta… e saberás!

A âncora pode simbolizar também em termos genéricos a nossa espiritualidade ou fé, sendo que aí, nesse “porto seguro”, as águas são sossegadas, em nós habita  a tranquilidade e a plenitude – onde podemos voltar sempre que necessário.

Ancoremos no AMOR…
Quando o mar acalmar, conscientes dos processos em que velejamos, levantaremos âncora para seguir no novo… orientados pela bússola coração. Oh Yeahhh!

 

Hambúrgueres de quinoa

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Receita Sant’yoga

Hambúrgueres de quinoa, cenoura e cogumelos

Ingredientes:
1 embalagem de quinoa
Azeite
1 Cebola
1 Cenoura
1 chávena de cogumelos
Oregãos (a gosto)
Sementes de sésamo (a gosto)
Sal (a gosto)

1ª etapa:  Cozer a quinoa (água com sal)

2ª etapa: Fazer um refogado com azeite (pouco), cebola miudinha, cenoura ralada e cogumelos cortados em pedaços muito pequeninos. Adicionar oregãos, sal e sementes de sésamo a gosto.
Misturar esse refogado (sem azeite) com a quinoa.

3ª etapa: Depois de drenar qualquer líquido remanescente da quinoa, preparar uma zona da cozinha (bancada ou mesa) com farinha (de preferência sem glúten) para ajudar a ligar.
Amassar a mistura com as mãos até esta começar a ligar, espalmar em forma redonda e cortar com a tampa de um frasco ou uma caneca.

Bom apetite!😉